domingo, 29 de janeiro de 2023

Três Níveis De Pensamento De Uma Pessoa Inteligente

Eles pensam que todo brasileiro é "Idiota"... Há sim, não só no Brasil mas no mundo todo, principalmente em países da "America Latrina" pessoas que se acham deuses, que se consideram superiores e que as pessoas que não fazem parte do seu "Nível Social" não merecem consideração. Realmente o nível de conhecimento e comportamento de grande parte da população desses países, é muito pobre, mas com o passar dos anos, muitas pessoas "Acordaram", e por meio de "Pesquisas Avançadas", e o uso correto da "Internet", com uma pitada de curiosidade e sede de aprender, "Evoluíram Muito". Eu mesmo, por exemplo, um garoto inquieto, sentia que havia algo errado nesta vida, aos seis anos de idade, que me lembro, já questionava minha mãe sobre Deus e o quê estávamos fazendo aqui nesse mundo

Coisas me fascinavam muito, as "Pirâmides do Egito", a "Esfinge", as "Histórias Bíblicas" (onde Deus falava com Abrãao, Isaque, Jacó, Moises e outros), já naquela época, final dos anos 60, falavam-se muito sobre que "Cristo" estaria voltando e uma "Nova Era" iria se iniciar, a "Era De Aquário". Eu era um garoto diferente, enquanto meu irmão, meus primos e coleguinhas da escola, curtiam "bater figurinhas com fotos de jogadores de futebol ou mulheres nuas", "jogar bolinhas de gude", fazer molecagens, eu curtia muito ler os "Gibis Do Tio Patinhas" que meu tio (10 anos mais velho que eu) sempre comprava... Ver ele desenhar, tocar violão, assistir desenhos interessantes como "Jonny Quest", "Os Jetsons", "Os Herculóides", "Shazzan" entre outros como os seriados de "Jeannie É Um Gênio" e "A Feiticeira", e gostava muito quando meu tio me explicava detalhes contidos nos desenhos. 

Meu tio era "Demolay", "Espirita Kardecista" e também "Iniciado Na Maçonaria", e era "Office Boy" de um banco e estudava na "Escola De Comércio" da minha cidade, e eu o acompanhava, sempre que podia. Resumindo, eu era um garoto "Diferente", e com o passar dos anos fui amadurecendo, lia muitos livros, sobre "Teologia", "Filosofia", "História", livros "Esotéricos", "Kabbalah" e também livros antigos e raros que meu tio as vezes emprestava para estudar. Enquanto jovens/adolescentes da minha idade só pensavam em encher a cara, maconha, fornicação com meninas, e etc., eu era um "Nerd", muito dedicado aos "Estudos Avançados", mas não curtia muito os estudos dados pela escola, não acreditava muito no que os professores ensinavam. 

Eu não tinha amigos, e também não queria ter amigos, preferia o titulo que me davam de uma pessoa irritante, impopular ou fisicamente pouco atraente, mas queria ficar sempre sozinho no "Meu Mundo". Me sentia diferente, eu sabia que era diferente, e no decorrer da minha vida, passei por várias experiências, sempre em busca de conhecimento, e compreender o "Verdadeiro Significado Da Vida". Confesso que muitas coisas me decepcionaram, como numa escalada de uma montanha, onde você se esforça para subir, até mesmo se machuca, e quando chega ao topo não há nada, por ser uma montanha altíssima, nem pássaros você encontra lá! Mas sempre alguma coisa a gente aprende, como por exemplo: "O mais importante são os laços afetivos que criamos ao longo da nossa caminhada sempre oscilante. E que tentar entender as coisas de uma forma racional, buscar respostas, justificativas e certezas não passa de uma experiência vazia e, na maioria dos casos, desgastante.". "Muitas vezes tropeçamos, isso faz parte da caminhada, do espetáculo que cada um de nós tem que representar no palco da vida. Daí vem as quedas, que por pisarmos em qualquer lugar, nos levam literalmente ao chão. Porém, elas são importantes para que aprendamos a ver o rumo por onde estamos indo.". 😉

Até um tempo atrás eu me preocupava muito com o destino do planeta, com o desenvolvimento das pessoas, o progresso da nação, hoje porém confesso que não estou nem um pouco preocupado com essas coisas. Já ficou provado que há mesmo três níveis de pessoas nesse mundo: "Os Sábios", "Os Observadores", e "Os Idiotas". E todos têm o seu tempo certo para chegar ao seu nível, não adianta insistir em ajudar a evoluir, será pura perda de tempo, cada individuo têm o seu "Tempo". 

Três Níveis De Pensamento De Uma Pessoa Inteligente

"Uma mente esticada por novas experiências nunca pode retornar ao seu tamanho anterior".

Nível 1

Os pensadores de primeiro nível observam, mas raramente interpretam ou analisam o que vêem. Eles levam as informações pelo valor nominal. Pensar no primeiro nível é simplificado e superficial; quase todo mundo é capaz de fazer isso (um mau sinal para tudo relacionado a uma tentativa de excelência). Tudo o que um pensador de primeiro nível precisa é de uma opinião sobre o futuro, porque "Se as perspectivas da empresa forem favoráveis, as ações crescerão em valor". O pensamento de segundo nível é profundo, complexo e confuso. 

Obs.: No primeiro nível, não há raciocínio além do óbvio, nenhuma adaptação ou análise.

A maioria das pessoas fica presa no nível 1. Eles aceitam fatos, estatísticas e informações, mas nunca questionam os argumentos por trás deles e não fazem nenhum esforço para analisar o que viram, leram ou o que foram ensinados. Eles estão obsessivamente procurando a verdade, que confirma seus pontos de vista, e se apegam a ela, deixando pouco espaço para a metacognição (reflexão sobre seus pensamentos).

Nível 2

Nesse nível, você se permite interpretar, estabelecer relacionamentos e significados. Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você pode conectá-los apenas olhando para trás. Portanto, você deve acreditar que os pontos se conectarão de alguma forma no seu futuro. Pensar no segundo nível requer muito trabalho. No segundo nível, os tomadores de decisão começam a interpretar e analisar os fragmentos que observaram e os combinam para formar um significado. É nesse nível que começamos a procurar semelhanças, contraste, repetição ou aprimoramento.

Obs.: Muitos inovadores modernos que aprimoram invenções passadas em vez de indústrias transformadoras usam o pensamento de segundo nível.

Aplicativos que nos ajudam a permanecer conectados e a trabalhar com mais eficiência. Aviões que voam mais longe e mais rápido, telefones que funcionam melhor, carros que são mais bem projetados ou não são prejudiciais ao meio ambiente. Por exemplo, um Smartphone melhorou devido à "Lei De Moore", um aumento consistente e significativo da produtividade. O processador e a velocidade de conexão foram aprimorados por um grande aumento, mas sem grandes avanços. Esses ganhos nos ajudam a economizar tempo. Eles melhoram as invenções existentes, mas não são transformacionais. A síntese dos pensadores de segundo nível é melhor, crie ou combine informações separadas para formar uma imagem maior e mais consistente. Eles são mais capazes de reorganizar ou reconstruir idéias, a fim de obter uma imagem mais completa do "Quadro Geral". Eles podem desconstruir suposições e idéias ocultas no conceito e descobrir relações entre partes ou relações entre partes e o todo.

Nível 3

Este é o estágio alfa do pensamento... Os pensadores de terceiro nível têm a capacidade de transmitir conhecimento, ou seja, aplicar o conceito aprendido em um contexto a outros contextos. Depois que deixei a escola, fui para cursos "Especializados" em assuntos que me interessavam. 

Conclusão: Você nunca sabe o que será útil no futuro! Você só precisa tentar coisas novas e esperar que elas se fundam com o resto da sua experiência mais tarde. Os pensadores do terceiro nível podem ver um problema ou ideia de diferentes perspectivas, a fim de obter uma compreensão mais completa e holística. Eles geram idéias criativas, perspectivas únicas, estratégias inovadoras ou novas abordagens (alternativas) à prática tradicional. É isso que dá origem à mente engenhosa do homem, que muda o curso da história. É o que acontece quando pessoas e inovações de alto desempenho fazem perguntas que vão além do simples "Por quê?". Essa é a fonte do pensamento abstrato, criatividade científica e artística. As idéias transformacionais globais vivem na mente de pessoas criativas e inventivas que usam o pensamento de terceiro nível. Parte da sociedade está se desenvolvendo graças ao trabalho do alfa, porque esses criadores, inovadores e desintegradores apresentam novas opções e exploram novas oportunidades e territórios.

Vá além da norma, óbvia e familiar, para criar conexões!!!

Considerações Finais

Para melhorar seu pensamento, encontre livros, blogs, podcasts ou outros recursos que às vezes o deixem desconfortável e repensem sua visão da vida. Todo mundo tem potencial para ser alfa, mas quando aguentamos conforto e não expandimos nossa visão de mundo, ficamos apáticos ou entediados, deixando de fazer a pergunta “Por quê?”, Paramos de nos desenvolver como espécie.

Se Você Luta Contra Esses 6 Problemas, Você É Muito Inteligente

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Vida... A Teatralidade Do Cotidiano... Alter Ego Do Batman 🎭

 

A "Teatralidade Do Cotidiano": Da performance à performatividade, para que possamos compreender melhor o tema abordado no texto, e para simplificar, vamos explicar da seguinte forma... Vamos fazer de conta que o mundo em que vivemos é na verdade um "Grande Palco", todos nós somos atores e estamos "Encarnando Um Personagem",  em uma "Peça Teatral" muito famosa, conhecida pelo titulo de "Vida". Este capítulo explora criticamente duas formas de pensar o cotidiano em termos de um modelo de teatralidade. Todos os mundos, um palco e todos os homens e mulheres, apenas jogadores. Esta linha de "As You Like It" de "William Shakespeare" é quase um resumo da abordagem dramatúrgica de "Erving Goffman" para o cotidiano. O conceito de performatividade de "Butler" não deve ser confundido com a ideia de performance entendida como uma forma de encenação na qual uma identidade mais fundamental (um eu natural) permanece intacta por trás da teatralidade da identidade em exibição. O fator-chave em toda ação social e interação na vida cotidiana é a manutenção de uma única definição da situação, essa definição deve ser expressa e essa expressão sustentada em face de uma multidão de rupturas potenciais.

Quando era garoto, era muito esperto e observador, em épocas específicas do tipo "Festas De Fim De Ano", quando ainda as pessoas "Encarnavam O Espírito Natalino", eu ficava observando o comportamento das pessoas que passavam o ano todo discutindo por bobagens, as vezes até ofendendo umas às outras, e só porquê era a semana do "Natal", se abraçavam, se beijavam e diziam aquela frase de praxe: "A Quanto  Tempo!... Que Saudades!... Que Prazer Em Vê-lo(a)!...", depois que iam embora você ouvia sempre algo do tipo: "Não Suporto Ele(a)!... Oh Pessoa Chata!!!...". Eu ficava observando aquela cena, e ficava imaginando, se acha uma pessoa chata ou não a suporta, por quê todo aquele "Teatro"?! Mais tarde, já adulto, com mais experiência de vida, compreendi o que eram aquelas cenas que até hoje às tenho em minha mente, compreendi que aquelas frases "Decoradas", de praxe, faziam parte realmente de uma "Enorme Peça Teatral".

Nota: A "Vida" em si não passa realmente de uma "Enorme Peça Teatral", e às vezes nos decepcionamos quando percebemos que uma pessoa não estava sendo totalmente sincera  conosco, dizia que nos amava ou que era nosso(a) amigo(a) da boca para fora, mas por dentro sentia-se "SUFOCADA" e mentia. 

"Primeiro fazemos nossos hábitos, depois nossos hábitos nos fazem", John Dryen.

Com o passar dos anos, compreendi que juntamente com a experiência de vida, com o passar do "Tempo", as situações, (os problemas, as dificuldades, os perigos, as armadilhas, os relacionamentos), vão nos moldando e para cada situação criamos e não percebemos "Um Personagem", para cada situação. Descobri que temos um arsenal de personagens, os quais podemos fazer bom uso deles se for preciso! Quanto mais o "Tempo" passa, quanto mais experiências de "Vida" tivermos, vivenciando e aprendendo com momentos "Bons Ou Ruins", mais ricos ficamos em matéria de "Personal-Idade". Embora a personalidade tenha sido tradicionalmente considerada como uma construção rígida, estável e dificilmente alterável; Uma série de estudos revela que isso não é inteiramente verdade. De um modo geral, o conceito de personalidade pode ser resumido como a combinação de pensamentos, emoções e sentimentos que definem uma pessoa específica. Que são estáveis ​​ao longo do tempo e não variam de uma situação para outra.

Do mesmo modo, embora a personalidade seja estável através de situações, isso não implica que a pessoa sempre se comporte da mesma maneira, mas que a personalidade governa a maneira pela qual percebemos a realidade e interagimos com ela, criando uma série de tendências e padrões complexos e relativamente flexíveis. Essa flexibilidade encontra uma explicação de que a pessoa precisa se adaptar ao ambiente circundante. Isso não significa que deixamos de ser nós mesmos, mas que nossa personalidade tem a capacidade de flutuar ao longo dos diferentes períodos de nossa vida. As principais teorias também concordam que a personalidade acompanha a pessoa desde o nascimento, possuindo uma série de características próprias que mudarão e mudarão na interação com seu contexto e suas experiências vitais, sendo, além disso, essencial para o desenvolvimento das habilidades sociais da pessoa e, portanto, para a integração da pessoa na sociedade.

Você já ouviu falar sobre o "Alter Ego"?! "Alter Ego" é uma locução substantiva latina, cujo significado literal é "Outro Eu". "Cícero" cunhou o termo como parte de seu discurso filosófico, no século I. Ele descrevia o "Alter Ego" como um amigo ou alguém próximo, em quem se deposita total confiança, um substituto perfeito. Em suma, o "Alter Ego" se trata da personificação de outra identidade fictícia e distinta da nossa personalidade padrão. Ou seja, nós criamos e encarnamos a identidade de um personagem, agindo de acordo com a índole dele. Embora seja mantida algumas das características padrão, é comum que essa nova imagem tenha uma essência própria e independente do criador. O termo significa literalmente "Outro Eu", fazendo referência a uma persona que reside em nosso inconsciente. Também vale dizer o que é "Alter Ego" na Psicologia. De acordo com os profissionais dessa área, o ego é a superfície da mente onde se concentram ideias, emoções e pensamentos racionais. Por sua vez, o "Alter Ego" seria um produto do inconsciente somado às nossas vontades, desejos e idealizações reprimidas.

Não existe personagem melhor que o "Batman" para explicarmos o que é o "Alter Ego". Batman é um herói que surgiu pela dor de uma perda. Vitimado pelo trauma de assistir seus pais serem assassinados por um assaltante quando tinha apenas oito anos de idade, o jovem Bruce nunca se recuperou. Ao contrário do que se poderia esperar, de acordo com as teorias freudianas, o trabalho de luto de "Bruce Wayne" nunca se extinguiu e, talvez por uma predisposição patológica, acabou envolvendo-o em uma eterna melancolia. Sua libido só encontrará alivio na vingança contra os tipos criminosos, que são o "Objeto Gerador" de perda e da sua angustia. "Batman" é um dos heróis mais atormentados da DC, "Bruce Wayne" vem de uma avalanche de traumas em sua história, deixando como sequela alguns possíveis transtornos durante sua vida dos quais podemos citar: Pânico, paranoia, distimia, obsessão e estresse pós-traumático.

Nota: A distimia é caracterizada pelo humor rebaixado, o humor levemente depressivo por um tempo prolongado, seja por uma auto observação ou a observação por terceiros. Muitas vezes, as pessoas não conseguem enxergar esses próprios sintomas.

Obs.: "Batman" ou "Bruce Wayne"? Qual é a identidade, a personalidade real? Quem é o verdadeiro e quem é o "Alter Ego"? Qual das duas vidas é a real? A de playboy bilionário ou a de justiceiro noturno?

No começo do século 20 o psicólogo suíço "Carl Jung" explorou a ligação entre a mente consciente e inconsciente. Jung acreditava que em todos nós acontece uma luta entre um ser sociável e aceitável. Algo que Jung chamou: O lado sombrio. "Batman" é a personificação do lado sombrio. Ele parece com o mal que combate, como se fosse um vilão, um anti-herói. "Batman" tem a iconografia do mal. Nas pinturas medievais sobre demônios, por exemplo, geralmente tem chifres e asas de morcego. Os morcegos em todas as culturas (exceto a chinesa) são símbolos do mal, do lado negro, da morte, do diabo. E isso nos fascina! As pessoas sempre foram fascinadas pelo mal. Alguns psicólogos acreditam que isso ocorre porque o mal é uma parte inerente de todos nós e em parte desejamos consciente ou inconscientemente que nosso lado sombrio materializa-se, ganhando vida como o "Batman".

De fato é nas sombras que Bruce se sente mais à vontade, é dela que emerge o justiceiro apaixonado pela solidão que transformou seus medos em símbolo a ser usado como arma. "Batman" não tem medo de nada, a não ser dele mesmo , medo que um dia ele possa se tornar aquilo que ele caça. O que o diferencia "Bruce Wayne" de seus inimigos é apenas um apego a um ideal elevado. E não somos todos nós assim?! Respondendo à pergunta de qual seria o verdadeiro "Eu", acredito que Bruce seja apenas seu "Alter Ego", uma personalidade de playboy milionário que foi construída, por conselhos de Alfred como forma de ter uma "Vida". Mas é quando Bruce está agindo como "Batman" que ele sente-se mais à vontade e é para onde apontam todas as suas escolhas e paixões que o tornam um justiceiro solitário. Porém uma "Personalidade" não existe sem a outra, "Batman" foi criado para lidar com as dores do Bruce, e o "Novo Bruce" é um forma de alivio necessário ao atormentado "Batman".

Nota: Ultimamente temos ouvido muito a palavra "Mito"!

A construção do Mito

Ainda criança, com seis anos, Bruce caiu num poço onde habitava uma ninhada de morcegos, fato este que gerou uma grave quiroptofobia, que durante a vida inteira lhe acometeu de insônia e terríveis pesadelos com esses mamíferos. Podemos encontrar aqui a ausência de sono, e as psicoses alucinatórias carregadas de desejo do melancólico, de que falava Freud em seu "Luto & Melancolia". Após sofrer seu grande trauma, a morte dos pais, ele promete a si mesmo que faria de tudo para o que aconteceu a ele não acontecesse a mais ninguém. Mas, para isso, ele não poderia mais ter medo, teria que ser ainda mais assustador que os próprios criminosos que combatia, e isso só seria possível a ele sob nada mais que o signo do morcego. O que era a coisa mais assustadora do mundo para ele, seria também para seus algozes, ao mesmo tempo em que serviria de exorcismo ao seu próprio medo. Ao querer impedir que as outras pessoas passem pelo que ele passou, "Batman" reconhece que todo ser sofre (ou mais precisamente, tem potencial para o sofrimento), e toma como sua a miséria do mundo. Porém o desejo de "Bruce Wayne" em livrar o mundo do mau é nada mais, nada menos, que uma impossibilidade, e isso gerará nele a obsessão, e consequentemente sua melancolia e sofrimento eterno.  


NÃO É O QUE VOCÊ "É" POR DENTRO, MAS SIM O QUÊ FAZ QUE DEFINE VOCÊ!!!

Friedrich Nietzsche

O ressentimento é nossa fúria para com a mortalidade que nos define e torna quase todas as nossas qualidades irrelevantes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O AMOR ROMÂNTICO É UM EVENTO TEMPORÁRIO?!

 

O amor romântico é um evento temporário, porque acontece no plano físico transitório. As etapas começam mais ou menos como paixão. Há as rupturas de emoção, os encontros. Mas a paixão romântica é também um elo com a eternidade, porque anseia por ser vivida para além do laço físico, esperando tornar-se absoluta, definitiva e completa. Cada vez que experimentamos um amor profundo, escapamos do tempo para nos aproximarmos do mistério e da possibilidade da eternidade. Amor e paixão ignoram o tempo. Aqueles que desejam puramente conjugar tornam-se vítimas de um presente raivoso e de uma inconsciência para a eternidade. Se falamos de verdadeira paixão, nossas habilidades de perceber a atemporalidade são intensificadas. 

No entanto, a tragédia do amor perdido cria o perigo de uma fixação eterna no passado. Essa fixação continua a manifestar sua existência até que algo faça com que o vínculo emocional negativo com o perdido seja rompido. Nesse momento, provoca-se uma fuga do fluxo temporal, onde os acontecimentos que passam podem repousar no passado, dissociando-se do presente. Eles podem então se tornar integrados e comprometidos com o esquecimento. 

No entanto, a memória humana luta para escapar da opacidade criada pela imagem inabalável do ente querido que não está mais ali. Tentar reter as imagens do passado, para emprestar sua intensidade ao presente, tem sido uma preocupação constante do ser humano. Num contexto individual, essa mera realidade pode ser vivida de forma altamente individual e independente. O futuro, indecifrável, não nos penetra. O passado é uma região conhecida mas ainda fecunda e, pela natureza prognóstica do humano, nunca abandonada até que o laço seja de alguma forma rompido. 


Para tornar possível viver do amor, devemos criar o que pode ser chamado de fuga das algemas do tempo. O amor pode ser isolado de seu contexto temporal original, cristalizado pelo fluxo poderoso do evento que não faz mais parte do passado. Isso se constitui como um germe do que acontece em um tempo e denúncia completa de uma vida já inexistente. Assim, o passado não é mais "o passado", porque remove sua aparência fantasmagórica e reivindica sua atualidade.


Extraído da memória temporal esquecida, o amor pode se tornar uma experiência pura e atemporal da realidade extra temporal. O caminho da memória torna-se o instrumento para criar um momento presente erótico, uma recuperação de sensações passadas, que não visa apenas a recreação, mas que torna o prazer e a memória em planos iguais. Exemplo disso é a invocação de uma sensação passada, que deve ter a memória do corpo, dos lábios, da pele, que conhecemos intuitivamente. O corpo parece ter capacidade cognitiva, pelo menos na esfera sensual e indelével. O corpo sente, mas também pensa, lembra. O corpo sabe. Semelhantes equivalências são experimentadas quando nossas memórias transcendentes monopolizam o mais esplêndido erotismo e prazer de nossos seres. Quando isso ocorre!


O prazer é a memória e a reflexão sobre a autêntica vida de unidade com tudo. Às vezes, a memória não precisa de um catálogo completo de experiências. O passageiro, o fugaz, pode criar todo um universo de sensações. Um único momento, talvez furtivo e rápido, pode ser patenteado em nossas vidas. A atração não precisa de nenhum outro estímulo. O momento só precisa da percepção do belo, do sublime, apesar do assoalho temporário do encontro. Acaba com a forma, criando um erotismo essencialista que transcende toda forma momentânea, onde a intensidade supera tudo o mais. As fórmulas dos antigos greco-sírios sugerem um retorno metafísico à juventude dourada com sua amante, a beleza, o amor, mesmo que apenas por uma hora. 


Eu proponho um eterno paixão. Esta eternidade é criada com os estímulos da memória e a riqueza das sensações que a sua renovação nunca esgota. Ressaltemos que diante dos embates e desilusões do tempo ainda existe a possibilidade de reflexão transcendente. A dor e a velhice desaparecem, nem que seja por um momento, mas o cansaço que é a vida que só pode ser suportado se abundarmos no que nos ultrapassa. Convido-vos a ultrapassar os limites do conhecimento, estabelecendo novas ordens entre as palavras e as coisas, utilizando a multiplicidade de ferramentas fornecidas pela experiência humana, como viver pequenos momentos, olhares, divagações solitárias. Assim iremos passar e apresentar, excluídos do tempo, confundindo previamente os nossos corpos e podendo fundir-nos. É preciso aquecer-se para a possibilidade de ser amado na memória, obtendo a sua renovação, através de uma eloquência do corpo que ultrapassa o tempo.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

ESTOICISMO... NÃO DÊ PEROLAS AOS PORCOS

Você já parou pra pensar que os últimos trezentos (300) anos "traumatípicos"? Porque atípicos? R: Porque os últimos trezentos (300) anos foram os anos em que foi se constituindo o que a gente conhece como "modernidade"... Eu sei que naturalmente "você nunca pensa ou pensou nisso"! Porque as pessoas no seu senso comum diário tendem sempre a tomar o mundo como sendo sempre aquilo que você vive hoje, como sempre tendo sido assim. Mas não foi sempre assim... Até ontem a gente passava fome o tempo todo! E esses últimos trezentos anos são os anos da revolução industrial, da revolução na comunicação, na revolução na mobilidade, o telégrafo na comunicação, por exemplo. Depois de ser inventado o telefone, a luz elétrica, a máquina a vapor, o trem, depois veio o avião, ou seja, foram trezentos anos muito atípicos em comparação a tudo que veio antes.

Um dos duzentos mil anos antes... Da espécie humana aparecer na pré-história! Portanto esses últimos trezentos (300) anos, "Ele", o "ser humano", nas últimas décadas, passou por uma radicalização novamente, principalmente no âmbito dos conteúdos e da capitalização de acesso a conteúdos (assuntos que antes eram proibidos para a maioria das pessoas "comuns", (profanos), acabaram sendo descobertos).  Todo mundo manda conteúdo, emite, todo mundo recebe, todo mundo interpreta esses assuntos hoje, todo mundo comenta na internet e etc.. Isso tem criado desorganização e desorientação no âmbito da educação, da relação entre pais e filhos daquilo que você imagina que como uma pessoa deve ser. Esses conhecimentos, eram proibidos justamente pelo motivo de pessoas despreparadas, distorcerem conhecimentos, e egoisticamente agirem como seres imbecis, se achando deuses sem mérito algum.

Nas identidades, numa geração ansiosa, carente de informação... Isso tem criado inclusive bastante bagunça no mundo da política, as pessoas, "comuns", (os profanos), pelo menos uma grande quantidade, despertaram de um transe hipnótico. Radicalizando a polarização, produzindo cada vez mais um empobrecimento semântico, cada vez maior. Porque ainda que se fale por aí que o "Twitter" é uma ferramenta de "gente inteligente"... Quando alguém é inteligente olha pro "Twitter" normalmente percebe que não é necessariamente o caso. Porque você tem frases completamente curtas, repetitivas, furiosas ou até mesmo sem nexo algum. Há uma sensação de que tem um "Caos" andando por aí. Uma certa desordem! E não é aquele "Caos Fetiche" que muita gente gosta de falar. É o "Caos", confusão mesmo! Sentimento, desorientação, que gera ansiedade, falência dos nossos mecanismos de controle, e sentimento de que o mundo não é mais o que foi dos últimos trezentos (300) anos. Por que nos últimos trezentos (300) anos havia uma utopia dentro disso... E agora não há mais!

Nota: Estamos vivenciando um "Caos Contemporâneo"... A vida é basicamente cheia de regras, às vezes cumprimos, outras não. Temos milhares de defeitos, inclusive "não sermos perfeitos". Quando se trata de "regras", estamos lidando com regras puramente desnecessárias. Lidando em um mundo completamente ao contrário onde pessoas parecem robôs e robôs são tratados como pessoas. Pessoas que não se socializam, sentam para um café e conversar com amigos... Dividir sobre o que é importante. Pessoas que parecem não saber mais lidar com outras pessoas, e elas não sabem mesmo! Tornaram-se uma geração sem sentido, sem permissões para entender, escutar, questionar e etc..

Vejo alguns jovens, que ainda possuem um pouco de capacidade para refletir, perguntarem nas redes sociais... Então o "Estoicismo" e a saída pro "Caos Contemporâneo"?! R: Veja bem... Eu não acredito que tenha saída pra coisa nenhuma! Agora o "Estoicismo", ele é muito sedutor, porque ele é uma "escola filosófica" que de certa forma, coloca na sua mão digamos assim, no uso justo medido da razão, a possibilidade de uma vida em que você tenha menos frustrações. No sentido em que você "não deve ter tantas expectativas" a certas coisas... O "Estoicismo", ou "filosofia estoica", é uma filosofia de ética pessoal e uma metodologia para buscar sabedoria prática na vida. Um princípio-chave dos antigos estoicos era a crença de que não reagimos aos eventos; reagimos aos nossos julgamentos sobre eles, e os julgamentos dependem de nós. Eles também aconselharam que "não devemos nos preocupar com coisas além do nosso controle", pois tudo na vida pode ser dividido em duas categorias, coisas que dependem de nós e coisas que não são da nossa conta.

Obs.: "O estoicismo não é tanto uma ética, mas uma receita paradoxal para a felicidade". Mas afinal... O que é "Estoicismo"?!

  • Temperança... Moderação da alma quanto aos desejos e prazeres que normalmente ocorrem nela; harmonia e boa disciplina na alma em relação aos prazeres e dores normais; concórdia da alma em relação a governar e ser governado; independência pessoal normal; boa disciplina na alma; acordo racional dentro da alma sobre o que é admirável e desprezível; o estado pelo qual seu possuidor escolhe e é cauteloso sobre o que deve fazer (grego: σωφροσύνη "sophrosyne", latim: temperantia);
  • Justiça... A unanimidade da alma consigo mesma e a boa disciplina das partes da alma em relação umas às outras; o estado que distribui a cada pessoa de acordo com o que é merecido; o estado pelo qual seu possuidor escolhe o que lhe parece justo; o estado subjacente a um modo de vida respeitador da lei; igualdade social; o estado de obediência às leis (grego: δικαιοσύνη "dikaiosyne", latim: iustitia);
  • Coragem... O estado da alma que não é movida pelo medo; autocontrole na alma sobre o que é temível e terrível; ousadia na obediência à sabedoria; ser intrépido diante da morte; o estado que está em guarda sobre o pensamento correto em situações perigosas; força de fortaleza em relação à virtude (grego: ανδρεία "andreia", latim: fortitudo);
  • Sabedoria... A capacidade que por si só é produtiva da felicidade humana; o conhecimento do que é bom e mau; o conhecimento que produz felicidade; a disposição pela qual julgamos o que deve ser feito e o que não deve ser feito (grego: φρόνησις "phronesis" latim: prudentia).

Nota: Resumindo o "Estoicismo"... Chegamos ao seguinte raciocínio... Cuide da sua vida que da minha cuido eu... O mundo em que vivemos hoje a principal regra é "Cada Um Por Si E Ninguém Por Todos!". Já que o mundo em que vivemos, querendo ou não, realmente está uma verdadeira bagunça, um verdadeiro "Caos", a coisa mais sensata a ser feita é nos prepararmos para jamais depender de ajuda ou apoio de outras pessoas. Infelizmente essa é a realidade!

Vivemos em um mundo sem amor, sem generosidade. Um mundo onde as pessoas colocam seu "Ego" em primeiro lugar. Um mundo no qual estas pessoas se acham superior a todos. Pessoas que se acham deuses... Mas que não reconhecem sua fragilidade. Pessoas que não sabem se por no lugar do próximo pra sentir o que ele está sentido... Alguns, por causa da inveja, não se alegram com seu irmão que conseguiu uma vitória tão desejadaSomos bombardeados todos os dias por inveja, desamor, falta de generosidade... Somos bombardeados pelo nosso maior inimigo, que é o "diabo" em pessoa, que por sinal hoje possui mais adeptos do que o próprio "Deus" o "Criador Do Universo". Não perca seu precioso tempo dando "Perolas Aos Porcos"! O que significa dar pérolas aos porcos? R: Dar pérolas aos porcos significa gastar o que temos de precioso em quem não aprecia.


Consegue entender essa frase?! 

As suas pérolas são as coisas que você têm mais de sagrado, o que há de mais sagrado em ti? R: Sua Vida... Seu Tempo Nesse Mundo! Não permita passar a sua existência deixando que outras pessoas lhe tirem a paz, a paciência ou lhe tirem o que há de mais valioso em você: Sua essência! Não se perca pelas ambições da vida. Preste atenção nos relacionamentos que surgem no seu caminho. Precisamos agir com sabedoria, amar com equilíbrio, sem ser bobo de ninguém. Perceba quem são "amigos que somam e aqueles que te sugam". Sua casa, dinheiro e sua vida são elementos valiosos! Assuma sua posição de valor na Terra e pare de permitir que outros lhe roubem a paz. Dar pérolas aos porcos pode se referir a qualquer situação em que coisas valiosas são desperdiçadas e até usadas contra nós. Nesse sentido, também pode ser um aviso contra usar nossos dons para fazer coisas erradas ou contra darmos pouco valor à nós mesmos.


Nota: Entre Em Contato... Hoje mesmo, se tens vontade de aprender "Os Segredos", se fores digno de receber, farei isso com muito prazer... Inscreva-se!