terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Vida... A Teatralidade Do Cotidiano... Alter Ego Do Batman 🎭

 

A "Teatralidade Do Cotidiano": Da performance à performatividade, para que possamos compreender melhor o tema abordado no texto, e para simplificar, vamos explicar da seguinte forma... Vamos fazer de conta que o mundo em que vivemos é na verdade um "Grande Palco", todos nós somos atores e estamos "Encarnando Um Personagem",  em uma "Peça Teatral" muito famosa, conhecida pelo titulo de "Vida". Este capítulo explora criticamente duas formas de pensar o cotidiano em termos de um modelo de teatralidade. Todos os mundos, um palco e todos os homens e mulheres, apenas jogadores. Esta linha de "As You Like It" de "William Shakespeare" é quase um resumo da abordagem dramatúrgica de "Erving Goffman" para o cotidiano. O conceito de performatividade de "Butler" não deve ser confundido com a ideia de performance entendida como uma forma de encenação na qual uma identidade mais fundamental (um eu natural) permanece intacta por trás da teatralidade da identidade em exibição. O fator-chave em toda ação social e interação na vida cotidiana é a manutenção de uma única definição da situação, essa definição deve ser expressa e essa expressão sustentada em face de uma multidão de rupturas potenciais.

Quando era garoto, era muito esperto e observador, em épocas específicas do tipo "Festas De Fim De Ano", quando ainda as pessoas "Encarnavam O Espírito Natalino", eu ficava observando o comportamento das pessoas que passavam o ano todo discutindo por bobagens, as vezes até ofendendo umas às outras, e só porquê era a semana do "Natal", se abraçavam, se beijavam e diziam aquela frase de praxe: "A Quanto  Tempo!... Que Saudades!... Que Prazer Em Vê-lo(a)!...", depois que iam embora você ouvia sempre algo do tipo: "Não Suporto Ele(a)!... Oh Pessoa Chata!!!...". Eu ficava observando aquela cena, e ficava imaginando, se acha uma pessoa chata ou não a suporta, por quê todo aquele "Teatro"?! Mais tarde, já adulto, com mais experiência de vida, compreendi o que eram aquelas cenas que até hoje às tenho em minha mente, compreendi que aquelas frases "Decoradas", de praxe, faziam parte realmente de uma "Enorme Peça Teatral".

Nota: A "Vida" em si não passa realmente de uma "Enorme Peça Teatral", e às vezes nos decepcionamos quando percebemos que uma pessoa não estava sendo totalmente sincera  conosco, dizia que nos amava ou que era nosso(a) amigo(a) da boca para fora, mas por dentro sentia-se "SUFOCADA" e mentia. 

"Primeiro fazemos nossos hábitos, depois nossos hábitos nos fazem", John Dryen.

Com o passar dos anos, compreendi que juntamente com a experiência de vida, com o passar do "Tempo", as situações, (os problemas, as dificuldades, os perigos, as armadilhas, os relacionamentos), vão nos moldando e para cada situação criamos e não percebemos "Um Personagem", para cada situação. Descobri que temos um arsenal de personagens, os quais podemos fazer bom uso deles se for preciso! Quanto mais o "Tempo" passa, quanto mais experiências de "Vida" tivermos, vivenciando e aprendendo com momentos "Bons Ou Ruins", mais ricos ficamos em matéria de "Personal-Idade". Embora a personalidade tenha sido tradicionalmente considerada como uma construção rígida, estável e dificilmente alterável; Uma série de estudos revela que isso não é inteiramente verdade. De um modo geral, o conceito de personalidade pode ser resumido como a combinação de pensamentos, emoções e sentimentos que definem uma pessoa específica. Que são estáveis ​​ao longo do tempo e não variam de uma situação para outra.

Do mesmo modo, embora a personalidade seja estável através de situações, isso não implica que a pessoa sempre se comporte da mesma maneira, mas que a personalidade governa a maneira pela qual percebemos a realidade e interagimos com ela, criando uma série de tendências e padrões complexos e relativamente flexíveis. Essa flexibilidade encontra uma explicação de que a pessoa precisa se adaptar ao ambiente circundante. Isso não significa que deixamos de ser nós mesmos, mas que nossa personalidade tem a capacidade de flutuar ao longo dos diferentes períodos de nossa vida. As principais teorias também concordam que a personalidade acompanha a pessoa desde o nascimento, possuindo uma série de características próprias que mudarão e mudarão na interação com seu contexto e suas experiências vitais, sendo, além disso, essencial para o desenvolvimento das habilidades sociais da pessoa e, portanto, para a integração da pessoa na sociedade.

Você já ouviu falar sobre o "Alter Ego"?! "Alter Ego" é uma locução substantiva latina, cujo significado literal é "Outro Eu". "Cícero" cunhou o termo como parte de seu discurso filosófico, no século I. Ele descrevia o "Alter Ego" como um amigo ou alguém próximo, em quem se deposita total confiança, um substituto perfeito. Em suma, o "Alter Ego" se trata da personificação de outra identidade fictícia e distinta da nossa personalidade padrão. Ou seja, nós criamos e encarnamos a identidade de um personagem, agindo de acordo com a índole dele. Embora seja mantida algumas das características padrão, é comum que essa nova imagem tenha uma essência própria e independente do criador. O termo significa literalmente "Outro Eu", fazendo referência a uma persona que reside em nosso inconsciente. Também vale dizer o que é "Alter Ego" na Psicologia. De acordo com os profissionais dessa área, o ego é a superfície da mente onde se concentram ideias, emoções e pensamentos racionais. Por sua vez, o "Alter Ego" seria um produto do inconsciente somado às nossas vontades, desejos e idealizações reprimidas.

Não existe personagem melhor que o "Batman" para explicarmos o que é o "Alter Ego". Batman é um herói que surgiu pela dor de uma perda. Vitimado pelo trauma de assistir seus pais serem assassinados por um assaltante quando tinha apenas oito anos de idade, o jovem Bruce nunca se recuperou. Ao contrário do que se poderia esperar, de acordo com as teorias freudianas, o trabalho de luto de "Bruce Wayne" nunca se extinguiu e, talvez por uma predisposição patológica, acabou envolvendo-o em uma eterna melancolia. Sua libido só encontrará alivio na vingança contra os tipos criminosos, que são o "Objeto Gerador" de perda e da sua angustia. "Batman" é um dos heróis mais atormentados da DC, "Bruce Wayne" vem de uma avalanche de traumas em sua história, deixando como sequela alguns possíveis transtornos durante sua vida dos quais podemos citar: Pânico, paranoia, distimia, obsessão e estresse pós-traumático.

Nota: A distimia é caracterizada pelo humor rebaixado, o humor levemente depressivo por um tempo prolongado, seja por uma auto observação ou a observação por terceiros. Muitas vezes, as pessoas não conseguem enxergar esses próprios sintomas.

Obs.: "Batman" ou "Bruce Wayne"? Qual é a identidade, a personalidade real? Quem é o verdadeiro e quem é o "Alter Ego"? Qual das duas vidas é a real? A de playboy bilionário ou a de justiceiro noturno?

No começo do século 20 o psicólogo suíço "Carl Jung" explorou a ligação entre a mente consciente e inconsciente. Jung acreditava que em todos nós acontece uma luta entre um ser sociável e aceitável. Algo que Jung chamou: O lado sombrio. "Batman" é a personificação do lado sombrio. Ele parece com o mal que combate, como se fosse um vilão, um anti-herói. "Batman" tem a iconografia do mal. Nas pinturas medievais sobre demônios, por exemplo, geralmente tem chifres e asas de morcego. Os morcegos em todas as culturas (exceto a chinesa) são símbolos do mal, do lado negro, da morte, do diabo. E isso nos fascina! As pessoas sempre foram fascinadas pelo mal. Alguns psicólogos acreditam que isso ocorre porque o mal é uma parte inerente de todos nós e em parte desejamos consciente ou inconscientemente que nosso lado sombrio materializa-se, ganhando vida como o "Batman".

De fato é nas sombras que Bruce se sente mais à vontade, é dela que emerge o justiceiro apaixonado pela solidão que transformou seus medos em símbolo a ser usado como arma. "Batman" não tem medo de nada, a não ser dele mesmo , medo que um dia ele possa se tornar aquilo que ele caça. O que o diferencia "Bruce Wayne" de seus inimigos é apenas um apego a um ideal elevado. E não somos todos nós assim?! Respondendo à pergunta de qual seria o verdadeiro "Eu", acredito que Bruce seja apenas seu "Alter Ego", uma personalidade de playboy milionário que foi construída, por conselhos de Alfred como forma de ter uma "Vida". Mas é quando Bruce está agindo como "Batman" que ele sente-se mais à vontade e é para onde apontam todas as suas escolhas e paixões que o tornam um justiceiro solitário. Porém uma "Personalidade" não existe sem a outra, "Batman" foi criado para lidar com as dores do Bruce, e o "Novo Bruce" é um forma de alivio necessário ao atormentado "Batman".

Nota: Ultimamente temos ouvido muito a palavra "Mito"!

A construção do Mito

Ainda criança, com seis anos, Bruce caiu num poço onde habitava uma ninhada de morcegos, fato este que gerou uma grave quiroptofobia, que durante a vida inteira lhe acometeu de insônia e terríveis pesadelos com esses mamíferos. Podemos encontrar aqui a ausência de sono, e as psicoses alucinatórias carregadas de desejo do melancólico, de que falava Freud em seu "Luto & Melancolia". Após sofrer seu grande trauma, a morte dos pais, ele promete a si mesmo que faria de tudo para o que aconteceu a ele não acontecesse a mais ninguém. Mas, para isso, ele não poderia mais ter medo, teria que ser ainda mais assustador que os próprios criminosos que combatia, e isso só seria possível a ele sob nada mais que o signo do morcego. O que era a coisa mais assustadora do mundo para ele, seria também para seus algozes, ao mesmo tempo em que serviria de exorcismo ao seu próprio medo. Ao querer impedir que as outras pessoas passem pelo que ele passou, "Batman" reconhece que todo ser sofre (ou mais precisamente, tem potencial para o sofrimento), e toma como sua a miséria do mundo. Porém o desejo de "Bruce Wayne" em livrar o mundo do mau é nada mais, nada menos, que uma impossibilidade, e isso gerará nele a obsessão, e consequentemente sua melancolia e sofrimento eterno.  


NÃO É O QUE VOCÊ "É" POR DENTRO, MAS SIM O QUÊ FAZ QUE DEFINE VOCÊ!!!

Friedrich Nietzsche

O ressentimento é nossa fúria para com a mortalidade que nos define e torna quase todas as nossas qualidades irrelevantes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O AMOR ROMÂNTICO É UM EVENTO TEMPORÁRIO?!

 

O amor romântico é um evento temporário, porque acontece no plano físico transitório. As etapas começam mais ou menos como paixão. Há as rupturas de emoção, os encontros. Mas a paixão romântica é também um elo com a eternidade, porque anseia por ser vivida para além do laço físico, esperando tornar-se absoluta, definitiva e completa. Cada vez que experimentamos um amor profundo, escapamos do tempo para nos aproximarmos do mistério e da possibilidade da eternidade. Amor e paixão ignoram o tempo. Aqueles que desejam puramente conjugar tornam-se vítimas de um presente raivoso e de uma inconsciência para a eternidade. Se falamos de verdadeira paixão, nossas habilidades de perceber a atemporalidade são intensificadas. 

No entanto, a tragédia do amor perdido cria o perigo de uma fixação eterna no passado. Essa fixação continua a manifestar sua existência até que algo faça com que o vínculo emocional negativo com o perdido seja rompido. Nesse momento, provoca-se uma fuga do fluxo temporal, onde os acontecimentos que passam podem repousar no passado, dissociando-se do presente. Eles podem então se tornar integrados e comprometidos com o esquecimento. 

No entanto, a memória humana luta para escapar da opacidade criada pela imagem inabalável do ente querido que não está mais ali. Tentar reter as imagens do passado, para emprestar sua intensidade ao presente, tem sido uma preocupação constante do ser humano. Num contexto individual, essa mera realidade pode ser vivida de forma altamente individual e independente. O futuro, indecifrável, não nos penetra. O passado é uma região conhecida mas ainda fecunda e, pela natureza prognóstica do humano, nunca abandonada até que o laço seja de alguma forma rompido. 


Para tornar possível viver do amor, devemos criar o que pode ser chamado de fuga das algemas do tempo. O amor pode ser isolado de seu contexto temporal original, cristalizado pelo fluxo poderoso do evento que não faz mais parte do passado. Isso se constitui como um germe do que acontece em um tempo e denúncia completa de uma vida já inexistente. Assim, o passado não é mais "o passado", porque remove sua aparência fantasmagórica e reivindica sua atualidade.


Extraído da memória temporal esquecida, o amor pode se tornar uma experiência pura e atemporal da realidade extra temporal. O caminho da memória torna-se o instrumento para criar um momento presente erótico, uma recuperação de sensações passadas, que não visa apenas a recreação, mas que torna o prazer e a memória em planos iguais. Exemplo disso é a invocação de uma sensação passada, que deve ter a memória do corpo, dos lábios, da pele, que conhecemos intuitivamente. O corpo parece ter capacidade cognitiva, pelo menos na esfera sensual e indelével. O corpo sente, mas também pensa, lembra. O corpo sabe. Semelhantes equivalências são experimentadas quando nossas memórias transcendentes monopolizam o mais esplêndido erotismo e prazer de nossos seres. Quando isso ocorre!


O prazer é a memória e a reflexão sobre a autêntica vida de unidade com tudo. Às vezes, a memória não precisa de um catálogo completo de experiências. O passageiro, o fugaz, pode criar todo um universo de sensações. Um único momento, talvez furtivo e rápido, pode ser patenteado em nossas vidas. A atração não precisa de nenhum outro estímulo. O momento só precisa da percepção do belo, do sublime, apesar do assoalho temporário do encontro. Acaba com a forma, criando um erotismo essencialista que transcende toda forma momentânea, onde a intensidade supera tudo o mais. As fórmulas dos antigos greco-sírios sugerem um retorno metafísico à juventude dourada com sua amante, a beleza, o amor, mesmo que apenas por uma hora. 


Eu proponho um eterno paixão. Esta eternidade é criada com os estímulos da memória e a riqueza das sensações que a sua renovação nunca esgota. Ressaltemos que diante dos embates e desilusões do tempo ainda existe a possibilidade de reflexão transcendente. A dor e a velhice desaparecem, nem que seja por um momento, mas o cansaço que é a vida que só pode ser suportado se abundarmos no que nos ultrapassa. Convido-vos a ultrapassar os limites do conhecimento, estabelecendo novas ordens entre as palavras e as coisas, utilizando a multiplicidade de ferramentas fornecidas pela experiência humana, como viver pequenos momentos, olhares, divagações solitárias. Assim iremos passar e apresentar, excluídos do tempo, confundindo previamente os nossos corpos e podendo fundir-nos. É preciso aquecer-se para a possibilidade de ser amado na memória, obtendo a sua renovação, através de uma eloquência do corpo que ultrapassa o tempo.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

ESTOICISMO... NÃO DÊ PEROLAS AOS PORCOS

Você já parou pra pensar que os últimos trezentos (300) anos "traumatípicos"? Porque atípicos? R: Porque os últimos trezentos (300) anos foram os anos em que foi se constituindo o que a gente conhece como "modernidade"... Eu sei que naturalmente "você nunca pensa ou pensou nisso"! Porque as pessoas no seu senso comum diário tendem sempre a tomar o mundo como sendo sempre aquilo que você vive hoje, como sempre tendo sido assim. Mas não foi sempre assim... Até ontem a gente passava fome o tempo todo! E esses últimos trezentos anos são os anos da revolução industrial, da revolução na comunicação, na revolução na mobilidade, o telégrafo na comunicação, por exemplo. Depois de ser inventado o telefone, a luz elétrica, a máquina a vapor, o trem, depois veio o avião, ou seja, foram trezentos anos muito atípicos em comparação a tudo que veio antes.

Um dos duzentos mil anos antes... Da espécie humana aparecer na pré-história! Portanto esses últimos trezentos (300) anos, "Ele", o "ser humano", nas últimas décadas, passou por uma radicalização novamente, principalmente no âmbito dos conteúdos e da capitalização de acesso a conteúdos (assuntos que antes eram proibidos para a maioria das pessoas "comuns", (profanos), acabaram sendo descobertos).  Todo mundo manda conteúdo, emite, todo mundo recebe, todo mundo interpreta esses assuntos hoje, todo mundo comenta na internet e etc.. Isso tem criado desorganização e desorientação no âmbito da educação, da relação entre pais e filhos daquilo que você imagina que como uma pessoa deve ser. Esses conhecimentos, eram proibidos justamente pelo motivo de pessoas despreparadas, distorcerem conhecimentos, e egoisticamente agirem como seres imbecis, se achando deuses sem mérito algum.

Nas identidades, numa geração ansiosa, carente de informação... Isso tem criado inclusive bastante bagunça no mundo da política, as pessoas, "comuns", (os profanos), pelo menos uma grande quantidade, despertaram de um transe hipnótico. Radicalizando a polarização, produzindo cada vez mais um empobrecimento semântico, cada vez maior. Porque ainda que se fale por aí que o "Twitter" é uma ferramenta de "gente inteligente"... Quando alguém é inteligente olha pro "Twitter" normalmente percebe que não é necessariamente o caso. Porque você tem frases completamente curtas, repetitivas, furiosas ou até mesmo sem nexo algum. Há uma sensação de que tem um "Caos" andando por aí. Uma certa desordem! E não é aquele "Caos Fetiche" que muita gente gosta de falar. É o "Caos", confusão mesmo! Sentimento, desorientação, que gera ansiedade, falência dos nossos mecanismos de controle, e sentimento de que o mundo não é mais o que foi dos últimos trezentos (300) anos. Por que nos últimos trezentos (300) anos havia uma utopia dentro disso... E agora não há mais!

Nota: Estamos vivenciando um "Caos Contemporâneo"... A vida é basicamente cheia de regras, às vezes cumprimos, outras não. Temos milhares de defeitos, inclusive "não sermos perfeitos". Quando se trata de "regras", estamos lidando com regras puramente desnecessárias. Lidando em um mundo completamente ao contrário onde pessoas parecem robôs e robôs são tratados como pessoas. Pessoas que não se socializam, sentam para um café e conversar com amigos... Dividir sobre o que é importante. Pessoas que parecem não saber mais lidar com outras pessoas, e elas não sabem mesmo! Tornaram-se uma geração sem sentido, sem permissões para entender, escutar, questionar e etc..

Vejo alguns jovens, que ainda possuem um pouco de capacidade para refletir, perguntarem nas redes sociais... Então o "Estoicismo" e a saída pro "Caos Contemporâneo"?! R: Veja bem... Eu não acredito que tenha saída pra coisa nenhuma! Agora o "Estoicismo", ele é muito sedutor, porque ele é uma "escola filosófica" que de certa forma, coloca na sua mão digamos assim, no uso justo medido da razão, a possibilidade de uma vida em que você tenha menos frustrações. No sentido em que você "não deve ter tantas expectativas" a certas coisas... O "Estoicismo", ou "filosofia estoica", é uma filosofia de ética pessoal e uma metodologia para buscar sabedoria prática na vida. Um princípio-chave dos antigos estoicos era a crença de que não reagimos aos eventos; reagimos aos nossos julgamentos sobre eles, e os julgamentos dependem de nós. Eles também aconselharam que "não devemos nos preocupar com coisas além do nosso controle", pois tudo na vida pode ser dividido em duas categorias, coisas que dependem de nós e coisas que não são da nossa conta.

Obs.: "O estoicismo não é tanto uma ética, mas uma receita paradoxal para a felicidade". Mas afinal... O que é "Estoicismo"?!

  • Temperança... Moderação da alma quanto aos desejos e prazeres que normalmente ocorrem nela; harmonia e boa disciplina na alma em relação aos prazeres e dores normais; concórdia da alma em relação a governar e ser governado; independência pessoal normal; boa disciplina na alma; acordo racional dentro da alma sobre o que é admirável e desprezível; o estado pelo qual seu possuidor escolhe e é cauteloso sobre o que deve fazer (grego: σωφροσύνη "sophrosyne", latim: temperantia);
  • Justiça... A unanimidade da alma consigo mesma e a boa disciplina das partes da alma em relação umas às outras; o estado que distribui a cada pessoa de acordo com o que é merecido; o estado pelo qual seu possuidor escolhe o que lhe parece justo; o estado subjacente a um modo de vida respeitador da lei; igualdade social; o estado de obediência às leis (grego: δικαιοσύνη "dikaiosyne", latim: iustitia);
  • Coragem... O estado da alma que não é movida pelo medo; autocontrole na alma sobre o que é temível e terrível; ousadia na obediência à sabedoria; ser intrépido diante da morte; o estado que está em guarda sobre o pensamento correto em situações perigosas; força de fortaleza em relação à virtude (grego: ανδρεία "andreia", latim: fortitudo);
  • Sabedoria... A capacidade que por si só é produtiva da felicidade humana; o conhecimento do que é bom e mau; o conhecimento que produz felicidade; a disposição pela qual julgamos o que deve ser feito e o que não deve ser feito (grego: φρόνησις "phronesis" latim: prudentia).

Nota: Resumindo o "Estoicismo"... Chegamos ao seguinte raciocínio... Cuide da sua vida que da minha cuido eu... O mundo em que vivemos hoje a principal regra é "Cada Um Por Si E Ninguém Por Todos!". Já que o mundo em que vivemos, querendo ou não, realmente está uma verdadeira bagunça, um verdadeiro "Caos", a coisa mais sensata a ser feita é nos prepararmos para jamais depender de ajuda ou apoio de outras pessoas. Infelizmente essa é a realidade!

Vivemos em um mundo sem amor, sem generosidade. Um mundo onde as pessoas colocam seu "Ego" em primeiro lugar. Um mundo no qual estas pessoas se acham superior a todos. Pessoas que se acham deuses... Mas que não reconhecem sua fragilidade. Pessoas que não sabem se por no lugar do próximo pra sentir o que ele está sentido... Alguns, por causa da inveja, não se alegram com seu irmão que conseguiu uma vitória tão desejadaSomos bombardeados todos os dias por inveja, desamor, falta de generosidade... Somos bombardeados pelo nosso maior inimigo, que é o "diabo" em pessoa, que por sinal hoje possui mais adeptos do que o próprio "Deus" o "Criador Do Universo". Não perca seu precioso tempo dando "Perolas Aos Porcos"! O que significa dar pérolas aos porcos? R: Dar pérolas aos porcos significa gastar o que temos de precioso em quem não aprecia.


Consegue entender essa frase?! 

As suas pérolas são as coisas que você têm mais de sagrado, o que há de mais sagrado em ti? R: Sua Vida... Seu Tempo Nesse Mundo! Não permita passar a sua existência deixando que outras pessoas lhe tirem a paz, a paciência ou lhe tirem o que há de mais valioso em você: Sua essência! Não se perca pelas ambições da vida. Preste atenção nos relacionamentos que surgem no seu caminho. Precisamos agir com sabedoria, amar com equilíbrio, sem ser bobo de ninguém. Perceba quem são "amigos que somam e aqueles que te sugam". Sua casa, dinheiro e sua vida são elementos valiosos! Assuma sua posição de valor na Terra e pare de permitir que outros lhe roubem a paz. Dar pérolas aos porcos pode se referir a qualquer situação em que coisas valiosas são desperdiçadas e até usadas contra nós. Nesse sentido, também pode ser um aviso contra usar nossos dons para fazer coisas erradas ou contra darmos pouco valor à nós mesmos.


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sábado, 23 de julho de 2022

Manipuladores & Manipulados... Patrões & Escravos... Saindo Da Matrix

Existem no mundo "Manipuladores & Manipulados", "Servidores & Servidos", "Patrões & Escravos", de um "Sistema". Nos diferentes setores sociais, culturais, econômicos, nos diferentes países. Existe uma hierarquia sobre a terra! Hierarquia entre pessoas, entre nações. Onde existem os "manipuladores e os manipulados". Mas ao contrário do que muitos pensam a culpa não é unicamente dos manipuladores. É, das "Elites", das "Elites" nacionais, das "Elites" globais, dos globalistas, como se ouve falar muito por aí. Se é que existe da forma como muitas pessoas argumentam sobre isso. Mas é fato que a nossa sociedade ela é caracterizada por uma hierarquia, aqueles que mandam e aqueles que obedecem ou supostamente "obedecem ou que consentem", por comodidade, por preguiça, por indolência e vagabundagem espiritual. Então eu não tendo a enxergar as coisas como muitos enxergam! Vendo a grande massa humana de pessoas como vítima de um grupo, "Elite" nacional, continental, global, ou seja o que for é fato que existem grupos sim, existem pessoas sim, que exploram os seus semelhantes, através do "Marketing", do "Comércio", da "Tecnologia", do "Poder Militar", da "Influência", da "Mentira" da "Enganação". É fato que isso existe! 

Queira se dar o nome que quiser dar a essas pessoas a esses grupos. Só que no fim das contas, "manipuladores e manipulados" sofrem do mesmo mal. São igualmente cegos, limitados, reduzidos, enclausurados... Mesmo os "Mais Ricos Manipuladores" se tornaram assim porque não tem uma visão clara da vida. Existe lá a mente do piloto automático, interesses mesquinhos, a ganância, a vaidade, a arrogância, a busca pelo poder e influência. E todas essas degenerações mentais são encontradas também nas "Massas Populares". Quantos indivíduos das grandes massas populares, que se queixam das "Elites", também não tem no fim das contas um caráter deturpado "exatamente igual". É apenas uma questão de ter acesso ou não, a mais ou menos dinheiro, mas no fundo os seres humanos são todos muito parecidos. O que muda é a posição que os indivíduos ocupam na "Sociedade Humana", no "Sistema" tendo maiores ou menores benefícios, mas no fundo o que emperra é a Vaidade e a Ganância, a Arrogância, tanto nos mais "Ricos" como nos mais "Pobres"

Toda essa perversão existencial perpassa as diferentes camadas sociais. Então os manipuladores são vítimas de seus próprios clichês mentais, de suas limitações mentais, de seus conceitos invertidos, pervertidos e enrijecidos. Os manipuladores são vítimas assim como os manipulados. Qual a diferença? R: Que os manipuladores não se veem como vítimas porque na esfera de poder, na esfera de influência, na esfera financeira, e econômica, esses manipuladores estão no topo da "Pirâmide". Então, isso forma neles a sensação de que estão acima de tudo, que são mais livres, que têm uma visão mais ampla, que são mais espertos e etc.. Sim, podem até ser mais espertos, mas o que é a esperteza no fim das contas? R: É um tremendo erro, um tremendo engano... Uma sujeira existencial e uma sujeira moral. Os espertos talvez sejam os mais sujos, esperteza não tem nada a ver com inteligência e inteligência por sua vez também não tem nada a ver com a sabedoria. Porque a sabedoria está pautada e fundamentada nas leis espirituais e na simplicidade, na humildade

Numa visão clara da vida, que somente pode ser alcançada por quem tem um "Espírito Desperto" verdadeiramente, já conseguiu se libertar do "Sistema", saiu da "Matrix", quem tem o "Espírito Desperto" verdadeiramente, possui uma visão mais clara da vida. Então a "Inteligência" está entre a "Esperteza" e a "Sabedoria". E no fim das contas também não é grande coisa porque é a capacidade de acumular informações. E o ser humano não vive apenas de informações, mas de uma sintonização, de uma vibração, uma "Vibração Espiritual" que confere ao indivíduo desperto uma visão melhor da vida, mais clara, mais profunda, sensata. Onde se consegue viver equilibradamente de forma moderada. De certa forma, podemos dizer que necessário é, sermos e vivermos de forma "Equilibrada", mesmo já estando "Fora Do Sistema", assim como no filme "Matrix", quando por algum motivo, precisamos entrar no "Sistema", para resgatar ou buscar algo, temos que nos prepararmos espiritualmente para tal ação.

Construindo O Seu Avatar

Avatar é "Qualquer Espírito" que ocupa um corpo terrestre, o que representa uma "Manifestação Divina" no "Planeta Terra", para o povo hindu, é a encarnação da divindade, que desce do "Reino Divino", e usa a matéria de outro corpo. Esta palavra também tem sido muito usada pela mídia e em informática, porque são criadas figuras semelhantes ao usuário, por exemplo, nas redes de relacionamento, permitindo a personalização dentro do computador, ganhando assim um corpo virtual. Esta criação fica parecida com um Avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa. O nome foi usado a partir dos anos oitenta (80), em um jogo de computador. E seguindo essa linha de informação, diríamos que "Construir O Seu Avatar", seria o mesmo que "Vestir Uma Armadura", um "Disfarce", uma "Mascara", criar um "Personagem" para voltar ao "Sistema" sem ser reconhecido. Mas... O que é a "Matrix", o que é o "Sistema"?! R: A "Matrix" foi projetada para manter os humanos na "Doce Ilusão" de viver nesse mundo cheio de conforto e prazeres, quando na verdade o mundo já foi completamente destruído. Nessa narrativa, os homens na verdade vivem como fetos estáticos imersos no "Útero" (matrixem em latim significa "Útero") enquanto possuem uma atividade cerebral intensa que propicia a vida que eles acreditam ter.

Muitos devem conhecer o filme "Matrix", mas o que nem todos sabem é que ele contém "Referências Filosóficas" riquíssimas. As ideias apresentadas na superprodução cinematográfica apresentam relação com a "Filosofia Idealista Platônica", fazendo claras referências à alegoria da "Caverna De Platão". Matrix (direção dos irmãos Wachowski, 1999), narra a estória de "Neo Anderson', um "Hacker De Computador" que, por meio de invasões pela "Internet", descobre a existência de um estranho programa na rede, a "Matrix". Após suas descobertas, Neo é procurado por um grupo de pessoas que se dizem "Hackers" e afirmam saber de uma verdade que a maioria não sabe, deixando a critério do protagonista: Optar por conhecer a verdade e mudar sua vida para sempre ou continuar sendo enganado pela "Matrix" e esquecer todas as suas descobertas. "Neo Anderson" decide então conhecer a verdade.

O Mito 

O mito da caverna, como também é conhecido, é um diálogo platônico apresentado no livro "VII da República" e tem como interlocutores "Sócrates" e "Glauco". "Sócrates" apresenta uma situação na qual "Escravos" se encontram presos no fundo de uma caverna com os olhos voltados apenas para o fundo dela. Atrás deles há uma fogueira e... por trás dela, passam pessoas e objetos. Através do fogo, os objetos "Geram Sombras" que são projetadas de maneira distorcida na parede da caverna. Tudo que esses "Escravos" conhecem até então são essas sombras e os ecos dos sons propagados do lado de fora. Isso para eles é todo o mundo. Em um dia qualquer, um dos "Escravos" consegue se soltar e caminha em direção à saída da caverna. Quando finalmente sai, ele descobre um mundo totalmente diferente do que conhecia antes. Ao primeiro encontro com a luz solar diretamente nos olhos, o escravo tem um ofuscamento da visão, que pouco a pouco vai se desfazendo. Gradativamente, o "Escravo" vai se acostumando a olhar na claridade e aprendendo a contemplar esse "Novo Mundo". Então, ele decide voltar à caverna e contar aos seus companheiros o que há do lado de fora, (mas eles certamente não o reconhecerão e não aceitarão a sua nova versão da realidade). Diante disso, ele se encontra em um dilema: Voltar e contar aos outros, que podem julgá-lo como louco e até matá-lo, ou ficar e contemplar um novo mundo sozinho!

Saber a verdade é essencial para nos libertar da condição de "Escravos". É feliz quem é "Livre". E, mesmo que a ignorância seja confortável e aparentemente melhor, devemos superá-la. Somente assim podemos ter consciência de nós mesmos e do mundo a nossa volta, participar dele, questioná-lo, entendê-lo e modificá-lo. Saber a verdade nos permite emancipação como cidadãos. Confira como "Sócrates", na condição de interlocutor em "A República De Platão", encerra o diálogo: O antro subterrâneo é o "Mundo Visível"... O fogo que o ilumina é a "Luz Do Sol"... O cativo que sobe à região superior e a contempla é a "Alma" que se eleva ao "Mundo Inteligível". Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só "Deus" sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te... nos extremos limites do "Mundo inteligível" está a ideia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da "Luz" e do "Sol" no "Mundo Visível", autora da "Inteligência" e da "Verdade" no "Mundo Invisível", e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos


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