quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O NAZISMO NO BRASIL DURANTE A ERA VARGAS

 

Getúlio Vargas - Fonte: Wikipedia

O "Ex-Presidente Getúlio Vargas" era um admirador do "Nazismo", era admirador de "Adolf Hitler" e sua ditadura foi de clara inspiração fascista. (Fonte: Wikipedia) O "Nazismo no Brasil" começou antes mesmo da "Segunda Guerra Mundial" , quando o "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães" (o PT alemão) fez propaganda política no país para atrair militantes entre os membros da comunidade alemã. Os alemães começaram a emigrar para o Brasil por volta de 1824. Nas décadas de 1920 e 1930, outra grande onda de imigrantes alemães "voltou a chegar ao Brasil" na casa das dezenas de milhares devido aos problemas socioeconômicos enfrentados pela "República de Weimar, Alemanha", no pós- "Primeira Guerra Mundial". Foi essa nova onda de imigração alemã que deu origem à maioria dos nazistas no "Brasil", uma vez que esses novos imigrantes tinham laços mais fortes com a "Alemanha" do que os imigrantes que chegaram ao "Brasil no século XIX".

Não se pode dizer se a maioria da "comunidade alemã no Brasil" aderiu à ideologia nazista, mas segmentos importantes dessa comunidade foram infiltrados pelos nazistas. Os "nazistas no Brasil" estavam concentrados principalmente entre os negócios e as camadas urbanas da comunidade alemã e não nas colônias alemã. Nem todos os "filiados ao partido nazista no Brasil" se engajaram em ideologia; muitos o "fizeram em busca de benefícios econômicos" que tal associação poderia proporcionar.

Em 1939, residiam no Brasil 87.024 imigrantes alemães, dos quais 33.397 em São Paulo, 15.279 no Rio Grande do Sul, 12.343 no Paraná e 11.293 em Santa Catarina. Do número total de alemães, apenas 2.822 eram filiados ao partido nazista, menos de 5% da comunidade alemã. Os nazistas se espalharam por 17 estados brasileiros, de norte a sul. O maior número de nazistas estava em São Paulo (785), seguido por Santa Catarina (528) e Rio de Janeiro (447). Naquela época, havia também 900.000 brasileiros, descendentes de alemães, mas estes não puderam entrar no partido; isso era reservado para os alemães nascidos na Alemanha.

Não era do interesse dos nazistas participar das eleições no Brasil e o partido nunca foi registrado no "Tribunal Superior Eleitoral brasileiro" (era um partido de fachada, o objetivo era outro). Segundo o então "embaixador alemão no Brasil, Karl Ritter" , havia orientações explícitas de que o partido não deveria interferir nos assuntos internos do Brasil. O partido funcionou no Brasil de 1928 a 1938, sem a interferência do governo brasileiro, então liderado por "Getúlio Vargas". No último ano, 1938, após o estabelecimento da ditadura do "Estado Novo", o partido nazista e todas as outras associações políticas estrangeiras foram declaradas ilegais.

Propaganda nazista no Brasil

Em 1928, a seção brasileira do "Partido Nazista foi fundada em Timbó , Santa Catarina". Aproximadamente cem mil alemães nascidos e um milhão de descendentes viviam no Brasil naquela época. A maioria deles vivia em comunidades isoladas no sul do Brasil que preservavam a língua e a cultura alemãs. Com a "ascensão de Adolf Hitler" ao gabinete do "chanceler na Alemanha", os "teuto-brasileiros" começaram a receber propaganda do nazismo alemão para atrair seguidores no exterior.

"Embora nunca tenha havido um Partido Nazista organizado, legal ou clandestinamente no país", vários membros da comunidade "Teuto-brasileira" eram membros da seção brasileira do "Partido Nazista da Alemanha". Esta seção atingiu 2.822 membros e foi a maior seção do "Partido Nazista Alemão" fora da Alemanha. Como se tratava de uma organização estrangeira, apenas alemães nascidos podiam ser filiados; e os brasileiros descendentes de alemães, que quisessem, só poderiam agir como simpatizantes (Lacaios).

Estima-se que cerca de 5% dos imigrantes nascidos na Alemanha que então residiam no Brasil eram, ao mesmo tempo, associados ao "Partido Nazista Alemão". Esses nazistas residiam em 17 estados brasileiros, a maioria deles em São Paulo, principalmente em Santo André. No entanto, a esmagadora maioria dos teuto-brasileiros não foi seduzida pela propaganda e nunca aderiu ao nazismo.

Obs.: A cidade de Santo André foi o laboratório de criação do PT (Partido Dos Trabalhadores).

Sede Do Partido Nazista No Paraná

Comunidade alemã no Brasil

Antes de 1930, havia dois fluxos de imigração alemã para o Brasil. O primeiro fluxo ocorreu no século XIX, que deu origem a várias colônias espalhadas pelo Brasil, mas concentradas no Sul. Na época do surgimento do nazismo na Alemanha, essa comunidade já era composta em grande parte pela segunda e terceira geração no Brasil. Esta comunidade manteve diversos hábitos culturais alemães, porém a distância geográfica e o passar do tempo ocasionaram mudanças culturais perceptíveis. Por sua vez, o segundo fluxo ocorreu nas primeiras décadas do século XX. Durante a República de Weimar e devido às consequências da "Primeira Guerra Mundial", a Alemanha passou por várias crises econômicas. Ao mesmo tempo, o Brasil vivia um desenvolvimento industrial, principalmente em "São Paulo e no Rio de Janeiro". Devido à demanda por mão de obra qualificada e técnica, muitos alemães imigraram para o Brasil neste período. Evidentemente, esses novos imigrantes tinham vínculos mais fortes e mais recentes com a Alemanha do que os "teuto-brasileiros" que chegaram no século 19 e seus descendentes.

Os imigrantes recém-chegados da Alemanha diferiam dos teuto-brasileiros existentes. Os primeiros eram chamados de "Reichsdeutsche" (alemães do Império), enquanto os segundos eram os "Volksdeutsche" (povo alemão). Apenas os nascidos na Alemanha poderiam ingressar no partido nazista. É por isso que o maior número de nazistas no Brasil morava em São Paulo, já que o estado era o destino preferido da segunda onda de imigração alemã.

Em meados da década de 1930, havia mais de um milhão de alemães e seus descendentes no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul (600.000) e em Santa Catarina (220.000). Em 1940, os alemães e descendentes constituíam 22,34% da população catarinense e 19,3% no Rio Grande do Sul. A comunidade alemã no país preservou sua cultura e língua, entendida como manifestação do germanismo, o que foi possível por meio da existência de sociedades, de uma imprensa de língua alemã e principalmente, de escolas. O censo de 1940 mostrou que 640.000 pessoas usavam o alemão como sua principal língua materna no Brasil. Com base na elevada proporção de membros da comunidade alemã que usavam o alemão em casa (mais de 70%), concluiu-se que havia um baixo nível de assimilação cultural dessa comunidade.

Fonte: Wikipedia


Como a América do Sul se tornou um paraíso nazista

Em suas tentativas de ajudar os refugiados católicos em meio à ascensão pós-guerra dos regimes comunistas em toda a "Europa", várias autoridades do "Vaticano" involuntariamente ajudaram na fuga dos criminosos de guerra nazistas, mas alguns clérigos como o bispo "Alois Hudal" o fizeram com pleno conhecimento de suas ações. Hudal, um "austríaco admirador de Hitler" que ministrou a prisioneiros de guerra em Roma, admitiu ter sido cúmplice de criminosos de guerra nazistas fornecendo-lhes documentos de identidade falsos emitidos pelo "Vaticano" que foram usados ​​para obter passaportes do International "Red Cruzar - Cruz Vermelha". 

Hudal também ajudou o monge franciscano em "Gênova, Itália", que forneceu a "Eichmann" um visto argentino e assinou um pedido de passaporte falsificado da "Cruz Vermelha", que lhe permitiu embarcar em um navio a vapor para "Buenos Aires em 1950" sob a identidade falsa de "Ricardo Klement". A equipe jurídica alemã que examinou os arquivos da "América do Sul em 2012" disse ao "Daily Mail" que a maioria dos nazistas que entraram no continente o fizeram usando passaportes falsos da "Cruz Vermelha", incluindo 800 membros da "SS" apenas para a Argentina.

Muitos dos nazistas que fugiram para a "América do Sul" nunca foram levados à justiça. "O coronel da SS Walter Rauff", que criou câmaras de gás móveis que mataram pelo menos 100.000 pessoas, morreu no Chile em 1984. "Eduard Roschmann", o “Açougueiro de Riga”, morreu no Paraguai em 1977. "Gustav Wagner", um "oficial da SS" conhecido como Besta, "Morreu no Brasil em 1980" depois que a suprema corte federal do país se recusou a extraditá-lo para a Alemanha devido a imprecisões na papelada. Talvez o mais famoso dos fugitivos tenha sido o "Dr. Josef Mengele", o “Anjo da Morte” que conduziu experimentos macabros no campo de concentração de "Auschwitz". Ele fugiu para a Argentina em 1949 antes de se mudar para o Paraguai em 1959 e para o Brasil um ano depois.

Nota: O "partido nazista no Brasil (1928-1938)" estava inserido em uma rede de filiais deste partido instaladas em 83 países do mundo e comandadas pela "Organização do Partido Nazista no Exterior", cuja "sede era em Berlim". O grupo instalado no Brasil teve a maior célula fora da Alemanha com 2900 integrantes sendo estruturado de acordo com regras e diretrizes do modelo organizacional do III Reich. A realidade brasileira interveio nesse processo causando o que chamamos de tropicalização do nazismo. A história do desenvolvimento da ação do partido no Brasil será analisada nos 17 estados brasileiros onde estava presente, tendo como contexto histórico a complexidade das "relações Brasil e Alemanha durante o período da Era Vargas", a relação com o integralismo e eventuais conflitos raciais com a população brasileira e com judeus imigrados. Ênfase será dada ao papel do chefe do partido nazista no Brasil, "Hans Henning von Cossel", considerado como Führer tupiniquim, tendo como fonte entrevistas com seus familiares. Contém extenso material iconográfico de documentos de época.

Fonte: Biblioteca Digital Brasileira

Obs.: Vargas foi presidente do Brasil por quase vinte anos... Getúlio, até os dias de hoje, foi o único presidente que chegou ao poder por forma indireta e direta. Cometeu suicídio no ano de 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no "Palácio do Catete", na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal.


sábado, 2 de outubro de 2021

NAZISTAS E FILHOS DE NAZISTAS NO BRASIL

 

O que é "Odebrecht" e por que é importante? Começou como um pequeno grupo de construção familiar na década de 1940, fundada por brasileiros de origem alemã. Ela cresceu rapidamente e em seu pico, por volta de 2010, a empresa tinha 181.000 funcionários em 21 países. Seu foco é a construção de grandes projetos, como o metrô de "Caracas", um porto em "Cuba" e grande parte da infraestrutura usada pelo "Brasil" na "Copa do Mundo de 2014", incluindo alguns estádios. A empresa também é uma das maiores doadoras para políticos no Brasil.


Nota: Resumindo... Fundada por "brasileiros de 'origem' alemã", responsável por grandes "projetos" na "América do Sul", incluindo "Caracas" e "Cuba".

A "Odebrecht" é uma das empresas capturadas na "Operação Lava Jato", a investigação de corrupção do "Brasil" na estatal "Petrobras". Dezenas de empresas reconheceram pagar propina a políticos e funcionários em troca de contratos com a "Petrobras". Quais as ligações da "Marcelo Odebrecht" com o "Nazista Job Odebrecht"?! Depois de ter rastreado a árvore genealógica de "Marcelo Odebrecht" que é filho de "Emílio Alves Odebrecht", neto de "Emilio Odebrecht" que era filho de "Carl Wilhelm Emil Odebrecht", filho de "August Odebrecht". 

Obs.: Essa é a árvore genealógica da família "Odebrecht", o nome do "Nazista" certamente foi apagado, porém ainda continuo rastreando e assim que tiver sua localização exata na família adicionarei à matéria. 


Job Odebrecht (25 de fevereiro de 1892 - 20 de novembro de 1982) foi um general alemão durante a "Segunda Guerra Mundial". Ele também recebeu a "Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro da Alemanha Nazista". A "Odebrecht" ingressou na "Marinha Alemã" como oficial cadete em 1909 e foi comissionada em 1912. Em junho de 2015, o presidente-executivo do grupo, "Marcelo Odebrecht", neto de seu fundador, foi preso. Desde então, ele e dezenas de outros executivos da empresa foram presos. Em 2016, todos eles firmaram acordos com investigadores brasileiros, concordando em confessar crimes e identificar funcionários corruptos em troca de penas de prisão mais curtas. Executivos da "Odebrecht" confessaram pagar propina em troca de contratos não só no "Brasil", mas em várias partes do mundo. Uma força-tarefa internacional de investigadores está investigando o suborno em 10 países, incluindo "Argentina", "Colômbia", "Equador", "Peru" e "Venezuela".

Em dezembro de 2016, a "Odebrecht" assinou acordo de leniência com autoridades dos "Estados Unidos" e da "Suíça", concordando em pagar US $ 2,6 bilhões em multas por erros cometidos no passado, a maior quantia do gênero no mundo. A empresa também tentou acertar casos com outros governos para que fosse permitida a licitação para futuros grandes projetos de infraestrutura.


O que os executivos da "Odebrecht" confessaram?

As declarações mais explosivas vieram do ex-chefe "Marcelo Odebrecht", que disse que parte dos US $ 48 milhões que doou a "Dilma Rousseff (PT)" e a campanha de "Michel Temer (PMDB)" nas eleições presidenciais de 2014 foi ilegal. Fora do Brasil, revelações do executivo da Odebrecht Jorge Barata levaram investigadores do Peru a emitir um mandado de prisão contra o ex-presidente Alejandro Toledo. Todos os citados nos depoimentos negaram veementemente qualquer irregularidade e acusaram executivos da "Odebrecht" de mentir. O nazismo no "Brasil" começou antes mesmo da "Segunda Guerra Mundial", quando o "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães" fez propaganda política no país para atrair militantes entre os membros da comunidade alemã. Os alemães começaram a emigrar para o "Brasil" por volta de 1824. Nas décadas de 1920 e 1930, outra grande onda de imigrantes alemães voltou a chegar ao "Brasil" na casa das dezenas de milhares devido aos problemas socioeconômicos enfrentados pela "República de Weimar, Alemanha", no pós- "Primeira Guerra Mundial". Foi essa nova onda de imigração alemã que deu origem à maioria dos nazistas no "Brasil", uma vez que esses novos imigrantes tinham laços mais fortes com a "Alemanha" do que os imigrantes que chegaram ao "Brasil" no século XIX.


Não se pode dizer se a maioria da comunidade alemã no "Brasil" aderiu à ideologia nazista, mas segmentos importantes dessa comunidade foram infiltrados pelos nazistas. Os nazistas no "Brasil" se concentraram principalmente entre os negócios e as camadas urbanas da comunidade alemã e não nas colônias alemãs. Nem todos os filiados ao partido nazista no "Brasil" se engajaram em ideologia; muitos o fizeram em busca de benefícios econômicos que tal associação poderia proporcionar. Em 1939, 87.024 imigrantes alemães viviam no "Brasil", sendo 33.397 em "São Paulo", 15.279 no "Rio Grande do Sul", 12.343 no "Paraná" e 11.293 em "Santa Catarina". Do número total de alemães, apenas 2.822 eram filiados ao partido nazista, menos de 5% da comunidade alemã. Os nazistas se espalharam por 17 estados brasileiros, de norte a sul. O maior número de nazistas estava em "São Paulo (785)", seguido por "Santa Catarina (528)" e "Rio de Janeiro (447)". Naquela época, havia também 900.000 brasileiros, descendentes de alemães, mas estes não puderam entrar no partido; isso era reservado para os alemães nascidos. Não era do interesse dos nazistas participar das eleições no "Brasil" e o partido nunca foi registrado no "Tribunal Superior Eleitoral brasileiro". Segundo o então embaixador alemão no "Brasil, Karl Ritter", havia orientações explícitas de que o partido não deveria interferir nos assuntos internos do "Brasil". O partido funcionou no "Brasil" de 1928 a 1938, sem a interferência do governo brasileiro, então liderado por "Getúlio Vargas". No último ano, 1938, após o estabelecimento da ditadura do "Estado Novo", o partido nazista e todas as outras associações políticas estrangeiras foram declaradas ilegais.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

O RENASCIMENTO DO NAZISMO NA AMERICA DO SUL

 

Após a "Segunda Guerra Mundial", a "Europa" estava cheia de ex-nazistas e colaboradores do tempo de guerra em nações outrora ocupadas. Muitos desses nazistas, como "Adolf Eichmann" e "Josef Mengele", eram criminosos de guerra ativamente procurados por suas vítimas e pelas forças aliadas. Quanto aos colaboradores da "França", "Bélgica" e outras nações, dizer que não eram mais bem-vindos em seus países de origem é um eufemismo épico: Muitos colaboradores foram condenados à morte. Esses homens precisavam de um lugar para ir e a maioria deles foi para a "América do Sul", especialmente a "Argentina", onde o presidente populista "Juan Domingo Perón" os recebeu. Por que "Argentina e Perón" aceitaram? Esses homens desesperados e procurados com o sangue de milhões em suas mãos? A resposta é um tanto complicada...

Nota: Ele era o agente favorito de "Hitler", famoso por ter resgatado "Mussolini" do cativeiro no topo de uma montanha e descrito como "o homem mais perigoso da Europa". Depois da "Segunda Guerra Mundial", foi parar na "Argentina", onde foi guarda-costas de Evita Perón. Segundo rumores, os dois teriam tido um envolvimento amoroso.

Perón e a Argentina antes da guerra

A "Argentina" há muito mantém laços estreitos com três nações europeias, acima de todas as outras: "Espanha", "Itália" e "Alemanha". Coincidentemente, esses três formaram o coração da aliança do "Eixo na Europa" (a Espanha era tecnicamente neutra, mas era um membro de fato da aliança). Os laços da "Argentina" com o "Eixo Europa" são bastante lógicos: A "Argentina" foi colonizada pela "Espanha", o espanhol é a língua oficial e grande parte da população é de ascendência "italiana ou alemã" devido a décadas de imigração desses países. Talvez o maior torcedor da "Itália" e da "Alemanha" fosse o próprio "Perón": Ele havia servido como oficial militar adjunto na Itália em 1939-1941 e tinha um grande respeito pessoal pelo fascista italiano "Benito Mussolini". Grande parte da postura populista de "Perón" foi emprestada de seus modelos "italianos e alemães".

Argentina na Segunda Guerra Mundial

Quando a guerra estourou, havia muito apoio na "Argentina" para a causa do "Eixo". A Argentina permaneceu tecnicamente neutra, "mas ajudou as potências do Eixo o mais ativamente que puderam". A "Argentina" fervilhava de agentes nazistas, oficiais militares e espiões argentinos eram comuns na "Alemanha", "Itália" e partes da "Europa" ocupada. A "Argentina" comprou armas da "Alemanha" porque temia uma guerra com o Brasil pró-Aliado. A "Alemanha" cultivou ativamente essa aliança informal, prometendo grandes concessões comerciais à "Argentina" depois da guerra. Enquanto isso, a "Argentina" usou sua posição como uma grande nação neutra para tentar negociar acordos de paz entre as facções em guerra. Por fim, a pressão dos "EUA" forçou a "Argentina" a romper relações com a "Alemanha" em 1944 e até mesmo a se juntar formalmente aos "Aliados" em 1945, um mês antes do fim da guerra e quando ficou claro que a "Alemanha" perderia. 

Hitler Na Argentina 30/04/1945

Anti-semitismo na Argentina

Outra razão pela qual a "Argentina" apoiou as potências do "Eixo" foi o anti-semitismo desenfreado de que a nação sofria. A "Argentina" tem uma população judia pequena, mas significativa e mesmo antes do início da guerra, os argentinos começaram a perseguir seus vizinhos judeus. Quando as perseguições nazistas aos judeus na "Europa" começaram, a "Argentina" rapidamente bateu as portas contra a imigração judaica, promulgando novas leis destinadas a manter esses "indesejáveis imigrantes" fora. Em 1940, apenas os judeus que tinham ligações com o "governo argentino" ou que podiam subornar burocratas consulares na Europa "tinham permissão para entrar no país". O "Ministro da Imigração de Perón, Sebastian Peralta", foi um notório anti-semita que escreveu longos livros sobre a ameaça representada pelos judeus à sociedade.

Ajuda ativa para refugiados Nazistas

Embora nunca tenha sido segredo que muitos nazistas fugiram para a "Argentina" depois da guerra, por um tempo ninguém suspeitou de quão ativamente o governo "Perón" os ajudou. "Perón" despachou agentes para a "Europa", principalmente "Espanha", "Itália", "Suíça" e "Escandinávia", com ordens para facilitar a fuga de nazistas e colaboradores para a "Argentina". Esses homens, incluindo o ex-agente da "SS" argentino / alemão "Carlos Fuldner", ajudaram criminosos de guerra e queriam que os nazistas fugissem com dinheiro, papéis e planos de viagem. Ninguém foi recusado: Até mesmo açougueiros sem coração como "Josef Schwammberger" e criminosos procurados como "Adolf Eichmann" foram enviados para a "América do Sul". Assim que chegaram à "Argentina", receberam dinheiro e empregos. A comunidade alemã na "Argentina" financiou amplamente a operação por meio do governo de "Perón". Muitos desses refugiados se encontraram pessoalmente com o próprio "Perón".

Eva Peron e Nazistas

Atitude de Perón

Por que "Perón ajudou" esses homens desesperados?! A "Argentina de Perón" participou ativamente da "Segunda Guerra Mundial". Eles pararam antes de declarar guerra ou enviar soldados ou armas para a "Europa", mas ajudaram as potências do "Eixo" tanto quanto possível, sem se expor à ira dos "Aliados" caso eles se provassem vitoriosos (como eventualmente fizeram). Quando a "Alemanha" se rendeu em 1945, a atmosfera na "Argentina" era mais triste do que alegre. "Perón", portanto, sentiu que estava resgatando irmãos de armas em vez de ajudar criminosos de guerra procurados. Ele ficou furioso com os "Julgamentos de Nuremberg", considerando-os uma farsa indigna dos vencedores. Depois da guerra, "Perón e a Igreja Católica" fizeram forte lobby por anistias para os nazistas.

Hitler Não Morreu - Foi Para A Argentina

"Otto Gunshe" assistente pessoal de "Hitler" incumbido queimar o corpo do "Füher", foi encontrado morto de forma misteriosa alguns dias após revelar em seu diário que estava pronto para dizer ao mundo a verdade sobre Hitler nunca ter cometido suicídio. O "FBI" (Serviço de Inteligência Norte Americano) desclassificou alguns documentos referentes à morte "oficial" de "Hitler", alegando ter informações e pistas sobre a possível fuga de "Hitler" para o "Brasil", "Paraguai" ou mais provavelmente na "Argentina".

Obs.: Os documentos podem ser encontrados no site do "FBI": Hitler Não Morreu

A Terceira Posição

"Perón" também achou que esses homens poderiam ser úteis. A situação geopolítica em 1945 era mais complicada do que às vezes gostamos de pensar. Muitas pessoas, incluindo a maior parte da hierarquia da "Igreja Católica" (alguns nazistas vieram para a "America do Sul" com a identidade de "Padres"), acreditavam que a "União Soviética" comunista era uma ameaça muito maior no longo prazo do que a "Alemanha Fascista". Alguns chegaram mesmo a declarar no início da guerra que os "EUA" deveriam se aliar à Alemanha contra a "URSS". "Perón" foi um desses homens. No final da guerra, "Perón" não foi o único a prever um conflito iminente entre os "EUA" e a "URSS". Ele acreditava que uma terceira guerra mundial eclodiria o mais tardar em 1949. "Perón" viu a guerra que se aproximava como uma oportunidade. Ele desejava posicionar a "Argentina" como um grande país neutro, nem filiado ao capitalismo americano nem ao comunismo soviético. Ele sentiu que esta "terceira posição" transformaria a "Argentina" em um curinga que poderia balançar a balança de uma forma ou de outra no conflito "inevitável" entre "capitalismo e comunismo / socialismo". A inundação de ex-nazistas na "Argentina" o ajudaria: Eles eram soldados e oficiais veteranos cujo ódio ao comunismo era inquestionável.

Nazistas da Argentina depois de Peron

"Perón" caiu do poder abruptamente em 1955, foi para o exílio e não retornaria à "Argentina" até quase 20 anos depois. Essa mudança súbita e fundamental na política argentina enervou muitos nazistas que estavam se escondendo no país porque não podiam ter certeza de que outro governo - especialmente um civil - os protegeria como "Perón" fez. Eles tinham motivos para se preocupar. Em 1960, "Adolf Eichmann" foi sequestrado em uma rua de "Buenos Aires" por agentes do "Mossad" e levado a "Israel" para ser julgado: O governo argentino reclamou às "Nações Unidas", mas pouco saiu disso. Em 1966, a "Argentina" extraditou "Gerhard Bohne" para a "Alemanha", o primeiro criminoso de guerra nazista formalmente enviado de volta à "Europa" para enfrentar a justiça: Outros como "Erich Priebke" e "Josef Schwammberger" viriam nas décadas subsequentes. Muitos nazistas argentinos, incluindo "Josef Mengele", fugiram para lugares mais sem lei, como as selvas do "Paraguai" ou partes isoladas do "Brasil".

No longo prazo, a "Argentina" provavelmente foi mais ferida do que ajudada por esses fugitivos nazistas. A maioria deles tentou se misturar à comunidade alemã da "Argentina" e os mais espertos mantiveram a cabeça baixa e nunca falaram sobre o passado. Muitos passaram a se tornar membros produtivos da sociedade argentina, embora não da maneira que "Perón" havia imaginado, como assessores que facilitaram a ascensão da "Argentina" a um novo status de grande potência mundial. Os melhores deles tiveram sucesso de maneira silenciosa. O fato de que a "Argentina" não apenas permitiu que tantos criminosos de guerra escapassem da justiça, mas realmente fez um grande esforço para trazê-los para lá, tornou-se uma mancha na honra nacional da "Argentina" e no registro informal de direitos humanos. Hoje, os argentinos decentes ficam constrangidos com o papel de sua nação em abrigar monstros como "Eichmann e Mengele".


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

AS ATROCIDADES DOS MÉDICOS NAZISTAS

 

A "experimentação humana nazista" foi uma série de experimentos médicos em um grande número de prisioneiros, incluindo crianças, pela "Alemanha Nazista" em seus campos de concentração no início da década de 1940, durante a "Segunda Guerra Mundial e o Holocausto". As principais populações-alvo incluíam "Romani", "Sinti", "poloneses étnicos", "prisioneiros de guerra soviéticos", "alemães deficientes" e "judeus de toda a Europa". Os médicos nazistas e seus assistentes forçaram os prisioneiros a participar; eles não se ofereceram voluntariamente e nenhum consentimento foi dado para os procedimentos. Normalmente, os experimentos eram conduzidos sem anestesia e resultavam em morte, trauma , desfiguração ou invalidez permanente e, como tal, são considerados exemplos de tortura médica.


Em "Auschwitz" e outros campos, sob a direção de "Eduard Wirths", presos selecionados foram submetidos a vários experimentos que foram concebidos para ajudar militares alemães em situações de combate, desenvolver novas armas, ajudar na recuperação de militares feridos e para avançar a ideologia racial nazista e a eugenia, incluindo os experimentos gêmeos de "Josef Mengele". "Aribert Heim" conduziu experimentos médicos semelhantes em "Mauthausen". Após a guerra, esses crimes foram julgados no que ficou conhecido como "Julgamento dos Médicos" e a repulsa pelos abusos perpetrados levou ao desenvolvimento do "Código de Ética Médica de Nuremberg". Os médicos nazistas no julgamento dos médicos argumentaram que a necessidade militar justificava seus experimentos e compararam suas vítimas aos danos colaterais dos bombardeios aliados.

O índice de um documento da acusação dos tribunais militares de "Nuremberg" inclui títulos das seções que documentam experimentos médicos que giram em torno de: "Alimentos", "água do mar", "icterícia epidêmica", "sulfanilamida", "coagulação do sangue" e "phlegmon". De acordo com as acusações nos "Julgamentos de Nuremberg" subsequentes , esses experimentos incluíram o seguinte:


Experiências em Gêmeos

Experimentos com filhos gêmeos em campos de concentração foram criados para mostrar a superioridade da hereditariedade sobre o meio ambiente e para encontrar maneiras de aumentar as taxas de reprodução alemãs. O líder central dos experimentos foi "Josef Mengele", que de 1943 a 1944 realizou experimentos em cerca de 1.500 pares de gêmeos presos em "Auschwitz". Os gêmeos foram organizados por idade e sexo e mantidos em barracas entre os experimentos, que variavam de amputações, infectando-os com várias doenças e injetando corantes em seus olhos para mudar sua cor. Ele também tentou criar gêmeos siameses costurando gêmeos juntos, causando gangrena e eventualmente, a morte. 


Experimentos de Transplante de Osso, Músculo e Nervo

De cerca de setembro de 1942 a cerca de dezembro de 1943, experimentos foram conduzidos no "Campo de Concentração de Ravensbrück", para o benefício das "Forças Armadas Alemãs", para estudar ossos , músculos e regeneração de nervos e transplante de ossos de uma pessoa para outra. Nestes experimentos, os indivíduos tiveram seus ossos, músculos e nervos removidos sem anestesia. Como resultado dessas operações, muitas vítimas sofreram intensa agonia, mutilação e incapacidade permanente. Os prisioneiros também fizeram experiências com a injeção de bactérias em sua medula óssea para estudar a eficácia de novas drogas que estavam sendo desenvolvidas para uso nos campos de batalha. Aqueles que sobreviveram permaneceram permanentemente desfigurados.

Nota: ...Aplicavam bactérias para estudar a eficácia de novas drogas que estavam sendo desenvolvidas, isso faz-me comparar com as "Vacinas" que estão sendo testadas na "Pandemia". 


Experimentos com Ferimentos na Cabeça

Em meados de 1942, em "Baranowicze", na "Polônia" ocupada, os experimentos foram conduzidos em um pequeno prédio atrás da casa particular ocupada por um conhecido oficial do "Serviço de Segurança SD Nazista", no qual "um menino de onze ou doze anos era amarrado a uma cadeira para que ele não conseguia se mover. Acima dele estava um martelo mecanizado que batia em sua cabeça a cada poucos segundos.". O menino ficou louco com a tortura.


Experimentos de Congelamento

Em 1941, a "Luftwaffe" conduziu experimentos com a intenção de descobrir meios de prevenir e tratar a hipotermia. Houve 360 ​​a 400 experimentos e 280 a 300 vítimas, indicando que algumas vítimas sofreram mais de um experimento.

Experimentos de Malária

De fevereiro de 1942 a abril de 1945, experimentos foram conduzidos no campo de concentração de "Dachau" para investigar a imunização para o tratamento da malária. Reclusos saudáveis ​​foram infectados por mosquitos ou por injeções de extratos de glândulas mucosas de mosquitos fêmeas. Depois de contrair a doença, os indivíduos foram tratados com vários medicamentos para testar sua eficácia relativa. Mais de 1.200 pessoas foram usadas nesses experimentos e mais da metade morreu como resultado. Outros assuntos de teste ficaram com deficiências permanentes.


Experimentos de Imunização

Nos campos de concentração alemães de "Sachsenhausen", "Dachau", "Natzweiler", "Buchenwald" e "Neuengamme", os cientistas testaram compostos de imunização e soros para a prevenção e tratamento de doenças contagiosas, incluindo malária, tifo, tuberculose, febre tifóide, febre amarela e hepatite infecciosa.

Icterícia Epidêmica

De junho de 1943 a janeiro de 1945, nos campos de concentração de "Sachsenhausen" e "Natzweiler", foram realizados experimentos com icterícia epidêmica. Os assuntos de teste foram injetados com a doença a fim de descobrir novas inoculações para a doença. Esses testes foram conduzidos em benefício das "Forças Armadas Alemãs". A maioria morreu nos experimentos, enquanto outros sobreviveram, experimentando grande dor e sofrimento

Experimentos de Gás Mostarda

Em vários momentos, entre setembro de 1939 e abril de 1945, muitos experimentos foram conduzidos em "Sachsenhausen", "Natzweiler" e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz de feridas causadas pelo "gás mostarda". Os assuntos de teste foram deliberadamente expostos a "gás mostarda" e outros vesicantes (por exemplo, Lewisite ) que causou queimaduras químicas graves. Os ferimentos das vítimas foram então testados para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.


Experimentos de Esterilização e Fertilidade

A Lei para a "Prevenção de Progênie Geneticamente Defeituosa" foi aprovada em 14 de julho de 1933, que legalizou a esterilização involuntária de pessoas com doenças consideradas hereditárias: "Fraqueza mental", "esquizofrenia", "abuso de álcool", "loucura", "cegueira", "surdez e deformidades físicas". A lei foi usada para estimular o crescimento da raça ariana por meio da esterilização de pessoas que caíam na cota de defeitos genéticos. Cerca de 1% dos cidadãos com idade entre 17 e 24 anos foram esterilizados dois anos após a aprovação da lei. "Carl Clauberg" foi o desenvolvedor de pesquisa líder na busca por meios econômicos e eficientes de esterilização em massa. Ele estava particularmente interessado em fazer experiências com mulheres de 20 a 40 anos que já haviam dado à luz. Antes de qualquer experimento, "Clauberg" radiografou as mulheres para se certificar de que não havia obstrução em seus ovários. Em seguida, ao longo de três a cinco sessões, ele injetou o colo do útero das mulheres com o objetivo de bloquear as trompas de falópio. As mulheres que se levantaram contra ele e seus experimentos ou foram consideradas como cobaias inadequadas foram enviadas para serem mortas nas câmaras de gás

As injeções intravenosas de soluções especuladas para conter iodo e nitrato de prata foram bem-sucedidas, mas tiveram efeitos colaterais indesejados, como sangramento vaginal, dor abdominal intensa e câncer cervical. Portanto, o tratamento com radiação tornou-se a escolha preferida de esterilização. Quantidades específicas de exposição à radiação destruíram a capacidade de uma pessoa de produzir óvulos ou esperma, às vezes administrados por engano. Muitos sofreram graves queimaduras de radiação . Os nazistas também implementaram o tratamento com radiação de raios-X em sua busca pela esterilização em massa. Eles fizeram radiografias do abdômen das mulheres, os homens as receberam em seus órgãos genitais, por períodos anormais de tempo na tentativa de invocar a infertilidade. Depois que o experimento foi concluído, eles removeram cirurgicamente seus órgãos reprodutivos, muitas vezes sem anestesia, para análises laboratoriais adicionais. 

O médico "William E. Seidelman", professor da "Universidade de Toronto", em colaboração com o "Dr. Howard Israel da Universidade de Columbia", publicou um relatório sobre uma investigação sobre a experimentação médica realizada na "Áustria" sob o regime nazista. Nesse relatório, ele menciona um "Dr. Hermann Stieve", que usou a guerra para fazer experiências em humanos vivos. "Stieve" focado especificamente no sistema reprodutivo das mulheres. Ele informava às mulheres a data da morte com antecedência e avaliava como seu sofrimento psicológico afetaria seus ciclos menstruais. Depois de serem assassinados, ele dissecaria e examinaria seus órgãos reprodutivos. Algumas das mulheres foram estupradas depois de serem informadas da data em que seriam mortas para que "Stieve" pudesse estudar a trajetória do esperma em seu sistema reprodutor.


Experimentos com Veneno

Em algum lugar entre dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em "Buchenwald" para investigar o efeito de vários venenos. Os venenos foram administrados secretamente a sujeitos experimentais em seus alimentos. As vítimas morreram em conseqüência do veneno ou foram mortas imediatamente para permitir autópsias. Em setembro de 1944, indivíduos experimentais foram baleados com tiros venenosos, sofreram tortura e morreram com frequência. Alguns prisioneiros judeus tinham substâncias venenosas esfregadas ou injetadas em sua pele, causando a formação de furúnculos cheios de um fluido preto. Esses experimentos foram amplamente documentados e também fotografados pelos nazistas. 

Experimentos com Bomba Incendiária

De cerca de novembro de 1943 a cerca de janeiro de 1944, experimentos foram conduzidos em "Buchenwald" para testar o efeito de várias preparações farmacêuticas em queima de fósforo. Essas queimaduras foram infligidas a prisioneiros usando material de fósforo extraído de bombas incendiárias. Em quatro anos, 300.000 pacientes foram esterilizados. De cerca de março de 1941 a cerca de janeiro de 1945, experimentos de esterilização foram conduzidos em "Auschwitz, Ravensbrück" e outros lugares por "Carl Clauberg". O objetivo desses experimentos era desenvolver um método de esterilização que fosse adequado para esterilizar milhões de pessoas com um mínimo de tempo e esforço. Os alvos para esterilização incluíram populações judias e ciganas. Esses experimentos foram realizados por meio de raios-X, cirurgia e vários medicamentos. Milhares de vítimas foram esterilizadas. Além de sua experimentação, o governo nazista esterilizou cerca de 400.000 pessoas como parte de seu programa de esterilização compulsória. 


Profissionais médicos foram julgados após a guerra por sua participação em crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante o Holocausto. O julgamento gerou perguntas sobre a ética médica após os experimentos brutais com prisioneiros no sistema de campos. O grande peso das evidências diante de nós é no sentido de que certos tipos de experimentos médicos em seres humanos, quando mantidos dentro de limites razoavelmente bem definidos, estão em conformidade com a ética da profissão médica em geral. Os protagonistas da prática da experimentação humana justificam seus pontos de vista com base no fato de que tais experimentos produzem resultados para o bem da sociedade que são impossíveis de obter por outros métodos ou meios de estudo. Todos concordam, no entanto, que certos princípios básicos devem ser observados a fim de satisfazer os conceitos morais, éticos e legais:

1. O consentimento voluntário do sujeito humano é absolutamente essencial.

Isso significa que a pessoa envolvida deve ter capacidade legal para dar consentimento; deve estar situado de forma a poder exercer o livre poder de escolha, sem a intervenção de qualquer elemento de força, fraude, engano, coação, exagero ou outra forma ulterior de restrição ou coerção; e deve ter conhecimento e compreensão suficientes dos elementos do assunto envolvido, de forma a capacitá-lo a tomar uma decisão compreensiva e esclarecida. Este último elemento requer que, antes da aceitação de uma decisão afirmativa pelo sujeito experimental, seja dado a ele conhecimento da natureza, duração e propósito do experimento; o método e os meios pelos quais deve ser conduzido; todos os inconvenientes e perigos razoavelmente esperados;

O dever e a responsabilidade de verificar a qualidade do consentimento recaem sobre cada indivíduo que inicia, dirige ou se engaja no experimento. É um dever e responsabilidade pessoal que não pode ser delegado impunemente a outrem.

2. O experimento deve produzir resultados frutíferos para o bem da sociedade, improcuráveis ​​por outros métodos ou meios de estudo, e não aleatórios e desnecessários por natureza.

3. O experimento deve ser planejado e baseado nos resultados da experimentação animal e no conhecimento da história natural da doença ou outro problema em estudo, de forma que os resultados esperados justifiquem a realização do experimento.

4. O experimento deve ser conduzido de forma a evitar todo sofrimento e lesões físicas e mentais desnecessárias.

5. Nenhum experimento deve ser conduzido onde há uma razão a priori para acreditar que ocorrerá morte ou lesão incapacitante; exceto, talvez, naqueles experimentos em que os médicos experimentais também atuam como sujeitos.

6. O grau de risco a ser assumido nunca deve exceder aquele determinado pela importância humanitária do problema a ser resolvido pelo experimento.

7. Preparações adequadas devem ser feitas e instalações adequadas fornecidas para proteger o sujeito experimental contra possibilidades remotas de lesão, deficiência ou morte.

8. O experimento deve ser conduzido apenas por pessoas cientificamente qualificadas. O mais alto grau de habilidade e cuidado deve ser exigido em todos os estágios do experimento daqueles que conduzem ou se envolvem no experimento.

9. Durante o curso do experimento, o sujeito humano deve ter a liberdade de encerrar o experimento, caso tenha atingido o estado físico ou mental em que a continuação do experimento lhe pareça impossível.

10. Durante o curso do experimento, o cientista responsável deve estar preparado para encerrar o experimento em qualquer estágio, se ele provavelmente tiver motivos para acreditar, no exercício da boa fé, habilidade superior e julgamento cuidadoso exigido dele que uma continuação do experimento provavelmente resultará em lesões, invalidez ou morte para o sujeito experimental.


Os horrores de Auschwitz