quarta-feira, 25 de agosto de 2021

HELENA P. BLAVATSKY E SUA LIGAÇÃO COM O COMUNISMO

 

A ligação da teosofia com o ocultismo e a espionagem... "Aleister Crowley" foi o exemplo mais famoso da conexão obscura entre sociedades secretas, ocultismo e espionagem, mas de forma alguma ele foi o único. Vários teosofistas conspiraram com agências de inteligência e em muitos casos, "Crowley" também entrou em cena. Vamos aprender mais sobre "Teosofia" e como ela está conectada ao "Ocultismo & Espionagem".


Helena Blavatsky combinou o ocultismo ocidental com elementos do hinduísmo e do budismo para criar um sistema exótico de iluminação espiritual, conhecido como teosofia. 

Obs.: Hoje vamos estudar... "Helena Blavatsky" e a fundação da Teosofia!


"Madame Helena Petrovna Blavatsky", que nasceu na "Rússia", foi a fundadora da "Teosofia". Basicamente, "Blavatsky" misturou o ocultismo ocidental com elementos do hinduísmo e do budismo para criar um sistema exótico de "Iluminação Espiritual".

Ela foi inspirada por seu bisavô, "Pavel Dolgoruki", um "maçom e rosa-cruz", que possuía uma "biblioteca de livros raros e ocultistas". "Blavatsky" fundou a "Sociedade Teosófica em Nova York em 1875", auxiliado por homens como o jornalista socialista "Charles Sotheran", que era outro "maçom e rosa-cruz".


A "teosofia, ou sabedoria divina", procurou criar uma "religião sincrética universal". "Blavatsky" fez muito para popularizar o "hinduísmo e o budismo no Ocidente" e é a mãe do movimento da "Nova Era".

Os teosofistas acreditam que a evolução espiritual é guiada por mestres ascensionados, ou mahatmas. "Blavatsky" deu-lhes "nomes exóticos" como "Koot Humi" e "Mestre Morya" e os retratou como seres "quase divinos" levitando em algum lugar do "Himalaia".

Os mahatma de "Blavatsky" eram basicamente "idênticos aos chefes secretos de Aleister Crowley". Eles até pertenciam à mesma "Grande Loja Branca", que na versão de "Blavatsky" funcionava como um "governo interno do mundo". E eles foram combatidos pela mesma malvada "Loja Negra".

"Blavatsky" afirmou canalizar os "mahatmas" usando seus poderes como um meio. Ela produziu cartas deles, aparentemente escritas em mãos diferentes. No entanto, as afirmações de "Blavatsky" foram examinadas pela "Sociedade de Pesquisas Psíquicas, ou SPR", que investigou afirmações sobre o paranormal e o sobrenatural especialmente os médiuns.

Em 1886, a "SPR" rotulou "Blavatsky" de "falso e mentiroso". Eles detalhavam como ela havia "inventado as cartas do mahatma e outras evidências". A reputação de "Blavatsky" nunca se recuperou totalmente, mas a maioria de seus seguidores permaneceu com ela.

Acontece que os mestres de "Blavatsky" não eram inteiramente fictícios. Nomes inventados "disfarçavam pessoas reais". Por exemplo, seu cofundador, "Charles Sotheran", era um mestre, assim como seu bisavô. Outro foi o "nacionalista italiano, revolucionário e maçom Giuseppe Mazzini". Os mestres também incluíam "nacionalistas indianos" e "membros da sociedade secreta revolucionária, os Carbonari".

Nota: A teosofia deveria ser um trampolim para a irmandade da humanidade; uma nova ordem mundial baseada em princípios espirituais iluminados. Mas não havia nada de democrático nisso. Os mestres governaram e todos os outros obedeceram.


Annie Besant & A Sociedade Teosófica

Depois que "Blavatsky" morreu em 1891, a "Sociedade Teosófica" se fragmentou. A "facção principal" acabou sob o comando de "Annie Besant", uma inglesa de tendências ainda mais radicais.

"Besant era uma socialista fabiana e fundadora da co-maçonaria", o ramo que iniciava as mulheres. Ela também era uma "defensora militante do nacionalismo indiano". Ela gravitou para o "Comunismo" na década de 1920.

O mestre espião de "Winston Churchill, Desmond Morton", concluiu mais tarde que "quase todos esses teosofistas e sociedades teosóficas estão de alguma forma ligados ao bolchevismo, aos revolucionários indianos e a outras atividades desagradáveis".

"Crowley", como um "Servo Secreto da Coroa", desprezava "Besant". Ele a condenou como uma "fraude vergonhosa e nauseante" e pior, um membro da malvada "Irmandade Negra".

Teosofia & Inteligência Soviética

O "artista e explorador russo Nikolai Konstantinovich Roerich", que também foi um teosofista notável, colaborou com a inteligência soviética. Como muitos russos instruídos, "Roerich" fugiu de sua terra natal durante o caos da revolução e da guerra civil. Mas, no início da década de 1920, ele estava ansioso para voltar.


Nota: "Nikolai Konstantinovich Roerich" colaborou com a "inteligência soviética e usou o comunismo para promover os interesses teosóficos", enquanto os mestres do "Kremlin" usaram a teosofia para promover os comunistas, (Imagem: Desconhecido / Domínio Público).

"Roerich", por meio de sua esposa médium "Helena", reivindicou sua própria comunicação com "Mestre Morya" e os "mahatmas"; e afirmou ver uma convergência entre os ideais do comunismo e da teosofia. Ambos aspiravam a criar uma nova ordem mundial baseada na fraternidade.

"Roerich" tornou-se um agente soviético de influência. Ele fez lobby junto aos líderes bolcheviques para despachá-lo como missionário ao "Tibete" e a outras áreas do "Oriente Budista". Ele também encontrou apoiadores.

Um era "Gleb Boky", um membro do alto escalão da polícia secreta, ou "OGPU". Um "Comunista" dedicado, "Boky" era um estudante dedicado do ocultismo. Antes da revolução, ele era "maçom e irmão da Ordem Cabalística da Rosa Cruz". E ele pode ter se envolvido com o satanismo também.

Em um nível prático, "Boky" viu a busca do conhecimento místico como um excelente disfarce para a coleta de informações. No final de 1923, "Roerich" obteve autorização para liderar uma expedição ao "Tibete". Isso o levou por parte do "Himalaia Britânico".

A inteligência soviética e os agentes políticos estavam ligados ao seu partido, disfarçados de peregrinos religiosos. Um era "Yakov Blumkin", um dos mais experientes e engenhosos espiões soviéticos. Na verdade, "Roerich" usou o comunismo para promover os interesses teosóficos, enquanto os mestres do "Kremlin" usaram a teosofia para promover os "Comunistas".

Em resposta às preocupações das autoridades indianas sobre "Roerich", a oficial de inteligência britânica "Vivian Burberry" aconselhou que a "Índia" estendesse a mão para outro homem que disse "ter um conhecimento curiosamente íntimo de todas essas coisas", Aleister Crowley.

Roerich Leva a Teosofia Para a América

"Roerich" e seu tipo de teosofia também espalharam sua influência na "América". Durante a década de 1920, ele cultivou seguidores entre ricos buscadores espirituais em "Nova York" e outras cidades. Um deles era o corretor milionário de "Wall Street Louis Horch".

Em 1934, "Roerich" conheceu "Henry Wallace", secretário da "Agricultura" do presidente "Franklin Roosevelt". Este foi o mesmo "Henry Wallace" que ajudou a persuadir "FDR" a colocar o "Grande Selo" na nota de um dólar.


"Wallace" se tornou um dos devotos de "Roerich". Em correspondência, ele se dirigiu ao russo com entusiasmo como "Querido Guru". "Wallace" até conseguiu que "Roosevelt" aprovasse um esquema bizarro para despachar "Roerich" para a "Mongólia e a Manchúria". Seu suposto trabalho ali era coletar amostras de gramíneas resistentes à seca para pesquisas em "Dust Bowl".

A verdadeira missão de "Roerich", pelo menos como ele a via, era instigar uma revolta para criar um vasto império pan-budista na "Ásia Central". Quando isso se tornou conhecido, "Wallace largou Roerich" como uma batata quente.

Então, como vemos, "Sociedades Secretas", ocultismo e espionagem se encaixam muito bem e, mais uma vez, as sociedades secretas são os elos invisíveis que conectam pessoas, organizações e eventos.

Perguntas comuns sobre teosofia:

Pelo que Helena Blavatsky foi famosa?

"Madame Helena Petrovna Blavatsky combinou o ocultismo ocidental com elementos do hinduísmo e do budismo para criar um sistema exótico de iluminação espiritual, conhecido como Teosofia. Ela também desempenhou um papel fundamental na popularização do hinduísmo e do budismo no Ocidente".

Quais são as crenças da Teosofia?

"A teosofia , ou sabedoria divina, procurou criar uma "Religião Sincrética Universal". Os teosofistas acreditam que a evolução espiritual é guiada por mestres ascensionados, ou mahatmas. A Teosofia deveria ser um trampolim para a irmandade da humanidade; uma nova ordem mundial baseada em princípios espirituais iluminados".

Quando Annie Besant se tornou presidente da Sociedade Teosófica?

"Annie Besant tornou-se presidente da Sociedade Teosófica em 1891 , após a morte de Madame Helena Blavatsky".

Pelo que Henry Wallace era conhecido?

"Henry Wallace" foi o secretário da "Agricultura" do presidente "Franklin Roosevelt". Na verdade, foi ele quem ajudou a persuadir "FDR" a colocar o "Grande Selo" na nota de um dólar. No entanto, também é importante notar que Wallace era um devoto do artista e teosofista russo Nikolai Konstantinovich Roerich".

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A APPLE ESTÁ LANÇANDO AS BASES PARA A CENSURA GLOBAL


"Por quê será que o gás por exemplo o preço real é R$ 45,00 e nós temos que pagar R$ 130,00?! Prá onde vai esses R$ 85,00 que pagamos a mais? E quem é que está embolsando essa grana toda?!"...

...Coisas como essa se a gente publica nas redes sociais, como o "Facebook" por exemplo e corremos o risco de aparecer um ser ignorante comentando, gritando e nos ofendendo ou o próprio Face acaba nos punindo ou deletando nossa pagina. Isso é triste, mas é a pura realidade, algumas pessoas não sabem respeitar o ponto de vista de outras pessoas. Continuamos lutando para que o nosso querido Brasil não caia nas "Garras do Anti-Cristo", mas pelo visto essa "Guerra" será longa e muito sangrenta, será muito difícil a parcela do povo brasileiro que luta e defende a conservação de certas coisas no país... Como "Ordem e Progresso", "Educação e Cultura Saudáveis", "Amor e Respeito ao Próximo" e etc..


A "Apple" está lançando as bases para a censura global, vigilância e perseguição com suas anunciadas ferramentas de digitalização de fotos (ML + CSAM), 90  (noventa) organizações de direitos humanos advertem o "CEO Tim Cook" em uma carta aberta.


Enquanto isso, a "Electronic Frontier Foundation" lançou uma petição para pedir à "Apple" que abandone seu plano de digitalizar telefones.

A carta:


O "Citizen Lab" disse que investigou filtros criados para clientes que queriam algo gravado em um novo iPhone, iPad ou outro dispositivo da "Apple".

E a "Apple" tinha uma ampla lista de palavras censuradas, não apenas na "China Continental", mas também em "Hong Kong" e "Taiwan".

A "Apple" disse que seus sistemas "garantem que as leis e costumes locais sejam respeitados".

"Como tudo na Apple, o processo de gravação é conduzido por nossos valores", escreveu a diretora de privacidade "Jane Horvath" em uma carta enviada ao "CitizenLab" antes da publicação de seu relatório.

E o serviço de gravura tentou não permitir frases de marca registrada, ao lado de aquelas que "são vulgares ou culturalmente insensíveis, podem ser interpretadas como incitação à violência, ou seriam consideradas ilegais de acordo com as leis, regras e regulamentos locais".

Mas o "CitizenLab" acusa a "Apple" de ter "listas de palavras-chave organizadas de maneira irrefletida e inconsistente".


Palavras Sexuais

"CitizenLab", um grupo de pesquisa da "Universidade de Toronto" conhecido por seu trabalho em tecnologia e direitos humanos, disse que havia pesquisas anteriores sobre a censura da "App Store" e da "Apple na China" .

Mas havia até agora apenas relatos anedóticos de gravuras sendo recusadas, disse.

Seu novo relatório encontrou mais de 1.100 palavras-chave filtradas, em seis regiões diferentes, principalmente relacionadas a conteúdo ofensivo, como palavras racistas ou sexuais.

Nota: Mas alega que as regras são aplicadas de forma inconsistente e são muito mais amplas para a "China".

"Na China Continental, descobrimos que a Apple censura o conteúdo político, incluindo amplas referências à liderança chinesa e ao sistema político da China, nomes de dissidentes e organizações de notícias independentes e termos gerais relacionados a religiões, democracia e direitos humanos", diz.

O relatório também alega que a censura "sangra" nos mercados de "Hong Kong" e "Taiwan".

Foram Encontradas:
  • 1.045 palavras-chave bloqueadas na China continental;
  • 542 em Hong Kong;
  • 397 em Taiwan;
  • Em contraste, Japão, Canadá e Estados Unidos tinham entre 170 e 260 palavras filtradas.
Figuras Históricas

Em "Hong Kong", frases que faziam referência à "Revolução Guarda-Chuva", movimento pró-democracia e liberdade de imprensa pareciam estar bloqueadas, junto com os nomes de alguns dissidentes "políticos".

Em Taiwan, o relatório encontrou filtragem de membros seniores do "Partido Comunista da China", incluindo figuras históricas como o presidente "Mao Zedong".

"Hong Kong" é o que é conhecido como uma região administrativa especial da "China".

A ex-colônia britânica faz parte da "China", mas é governada por princípios especiais e goza de um alto grau de autonomia.

Enquanto isso, "Taiwan" é autônomo, mas "Pequim" a considera uma província rebelde separatista que um dia se reunirá com a "China Continental".

"Grande parte dessa censura excede as obrigações legais da "Apple" em "Hong Kong" e não temos nenhuma justificativa legal para a censura política de conteúdo em "Taiwan"", diz o relatório.

Também cita erros - como 10 pessoas com o sobrenome "Zhang" terem suas gravuras censuradas, uma restrição sem significado político óbvio.

“A "Apple" não entende completamente o conteúdo que censura”, alegou o "CitizenLab".

"Em vez de cada palavra-chave censurada nascer de uma consideração cuidadosa, muitas parecem ter sido reapropriadas impensadamente de outras fontes", disse - possivelmente incluindo uma lista usada para censurar produtos em uma empresa chinesa.

A "China" era um mercado valioso para grandes empresas de tecnologia, disse "CitizenLab".

Mas sua pesquisa "aponta para uma tendência mais alarmante de exportação das pressões regulatórias e políticas de uma jurisdição para outra".

Havia "incertezas e dilemas crescentes que as empresas globais enfrentam entre respeitar as normas de direitos humanos reconhecidas internacionalmente e tomar decisões puramente baseadas em interesses comerciais", acrescentou.



sexta-feira, 20 de agosto de 2021

A VERDADE SOBRE O NIÓBIO E POR QUÊ OS GRINGOS QUEREM TANTO O BRASIL

Até há bem pouco tempo desconhecido da maioria dos brasileiros como sempre desinformados, o nióbio, um metal maleável, brilhante e versátil, frequentou o noticiário e motivou discussões durante a última campanha eleitoral. Mensagens veiculadas nas redes sociais alertavam que as reservas brasileiras do minério, as maiores do planeta, estariam sendo dilapidadas por meio de contrabando ou da venda a preços irrisórios no mercado internacional e continua até hoje. O então deputado federal e hoje presidente "Jair Bolsonaro", um entusiasta da multifuncionalidade do metal, participou do debate. Em vídeo de 20 minutos, enalteceu as virtudes do nióbio, usado como elemento de liga em aços e em aplicações de alta tecnologia, como baterias de carros elétricos, lentes ópticas, aceleradores de partículas, implantes ortopédicos e turbinas aeronáuticas.

A gravação foi feita em 2016, na maior jazida em operação de nióbio do mundo, localizada nos arredores da cidade de "Araxá", a 360 quilômetros de "Belo Horizonte (MG)". Inaugurada em 1955, ela é operada pela "Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM)", empresa controlada pela família "Moreira Salles", uma das acionistas do "Itaú Unibanco". Em 2011, a mineradora vendeu 15% do negócio a um grupo de fabricantes de aços chinês e outros 15% a um consórcio nipo-sul-coreano, também com atividade no setor siderúrgico.

O nosso país é muito rico... O "Brasil" detém cerca de 98% dos depósitos de nióbio em operação no mundo, seguido por "Canadá" e "Austrália". Levantamento feito pelo "Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)", extinto no fim de 2018 para dar lugar à "Agência Nacional de Mineração (ANM)", indica que as reservas brasileiras somam 842,4 milhões de toneladas. "Araxá" concentra 75% do total, enquanto 21% estão em depósitos não comerciais na "Amazônia" e 4% localizam-se em "Catalão (GO)". A jazida goiana é explorada pela Chinesa "CMOC International Brasil", subsidiária da mineradora "China Molybdenum". Juntas, as duas minas chinesas disfarçadas de brasileiras respondem por 82% do nióbio vendido no mundo, em torno de 120 mil toneladas (t) por ano – a CBMM produz 90 mil toneladas e a CMOC em torno de 9 mil toneladas.

"Nossas reservas tornam o Brasil estratégico para o fornecimento desse produto ao mercado mundial", destaca o geólogo "Marcelo Ribeiro Tunes", diretor do "Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram)", entidade que atua como porta-voz do setor mineral. “A crítica de que vendemos essa riqueza a valores módicos é improcedente. O preço dos produtos de nióbio, entre US$ 40 e US$ 50 o quilograma, reage de acordo com o mercado. Se o preço aumentar de forma irracional e especulativa, os clientes buscarão outras opções.”, isso é o que eles dizem. Para efeito de comparação, a tonelada de minério de ferro vale US$ 90 (ou US$ 0,09 o quilo) e 1 onça de ouro (31,1 gramas) é negociada por US$ 1,3 mil – 1 quilo do metal custa US$ 41,8 mil, cerca de mil vezes o valor do nióbio.

Para "Marcos Stuart", diretor de "Tecnologia da CBMM", muitos boatos relacionados ao nióbio circulam na sociedade. “Embora seja um minério abundante no Brasil, ele não é raro no mundo. Existem por volta de 85 depósitos conhecidos, a maior parte não explorada comercialmente”, explica, negando que o produto seja contrabandeado a partir do Brasil. "A CBMM criou o mercado de nióbio a partir da descoberta da mina em Araxá. Antes, pouco se sabia sobre esse elemento e seus benefícios nos segmentos em que é aplicado.".

Stuart explica, ainda, que a multinacional não vende o minério bruto, apenas produtos feitos a partir dele. O mais comum é o ferronióbio (FeNb), liga metálica composta por 65% de nióbio e 35% de ferro destinada ao setor siderúrgico. "O maior concorrente do nióbio são os aços feitos sem nióbio", diz Stuart. Outros metais, como molibdênio e vanádio, também são usados como aditivos ao aço, mas sem os mesmos resultados.

A adição de teores mínimos de ferronióbio, da ordem de 0,05%, torna o aço mecanicamente mais resistente, sem reduzir sua tenacidade, que é a capacidade de se deformar plasticamente sem sofrer ruptura. Conhecidos como microligados, esses aços são usados na fabricação de dutos para óleo e gás, automóveis, navios, pontes e viadutos. Apenas 8% do aço produzido no mundo têm nióbio em sua composição, o que aponta para uma ampla margem de crescimento do mercado.

"Por ser mais resistente, a chapa de aço fabricada com ferronióbio pode ser mais fina do que a convencional. Na indústria automotiva, as carrocerias dos carros ficam mais leves sem perder a resistência. A redução do peso melhora a eficiência de veículos à combustão e elétricos", conta Stuart. Em oleodutos e gasodutos, aplicação mais tradicional, o nióbio impede a propagação de trincas e ao mesmo tempo, permite a construção de estruturas mais delgadas. "A espessura das paredes pode ser reduzida para 20 milímetros (mm), metade da medida de tubulações fabricadas sem ferronióbio", explica.

Cerca de 90% do nióbio produzido é transformado em ferronióbio – os 10% restantes dividem-se entre produtos direcionados a aplicações especiais. Os óxidos de nióbio são empregados na fabricação de lentes de câmeras fotográficas, baterias de veículos elétricos e lentes para telescópios. Resistentes ao calor, as ligas de nióbio de grau vácuo, com elevado nível de pureza, são matéria-prima para turbinas aeronáuticas, motores de foguetes e turbinas terrestres de geração elétrica. Já o nióbio metálico destina-se à produção de fios supercondutores que equipam tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética e aceleradores de partículas. Produzido na forma de lingotes cilindros maciços compostos por 99% do metal, o nióbio metálico tem propriedade supercondutora e elevada resistência à corrosão.

A CBMM é a única empresa do mundo que fornece todos os produtos de nióbio. "Desde o início, ela investiu pesado no processo de fabricação do ferronióbio e de outros produtos feitos com o metal", afirma o engenheiro metalurgista "Fernando Gomes Landgraf", professor da "Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP)". O processo de beneficiamento e industrialização do nióbio em "Araxá" ocorre em 15 etapas. Tudo começa com sua extração da natureza. As principais fontes de nióbio são jazidas de um minério chamado pirocloro. A mina da CBMM tem apenas 2,3% de nióbio, percentual pequeno, mas superior ao da maioria das reservas do mundo. A fração restante é composta por minério de ferro em diferentes formas, óxido de bário e fosfato, além de elementos como enxofre, silício, entre outros.

Feita a céu aberto, a mineração em "Araxá" não perfura túneis nem usa explosivos é realizada por escavação. O minério extraído é levado até a unidade de beneficiamento, onde sofre um processo de concentração para elevar o teor de nióbio para 50% – isso ocorre retirando elementos químicos indesejados presentes no pirocloro. Em seguida, o pirocloro concentrado – ou pentóxido de nióbio (Nb2O5) – é refinado e purificado, resultando em um composto que dará origem aos vários produtos de nióbio.

Os resíduos gerados no beneficiamento do minério são armazenados em barragens com o fundo revestido por um plástico de alta resistência, o que reduz o risco de contaminação do solo. Os reservatórios de rejeitos foram construídos conforme o método a jusante, em que a elevação do dique inicial é feita na direção do fluxo da água. Trata-se de uma técnica mais segura do que o alteamento a montante, no qual os novos diques são construídos sobre os próprios rejeitos. As barragens das mineradoras "Vale em Brumadinho (MG)" e "Samarco em Mariana (MG)", que sofreram rompimentos, adotavam essa tecnologia, agora vetada no país.

Considerando o consumo atual, a jazida de "Araxá" pode atender a demanda mundial por 200 anos. O virtual monopólio brasileiro do metal se traduz em vantagens óbvias – o minério é importante fonte de riqueza e o terceiro mais exportado –, mas ao mesmo tempo, traz desvantagens. Para o físico "Rogério Cezar Cerqueira Leite", professor emérito da "Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)", a posição de destaque do Brasil nesse setor é um obstáculo para um uso em maior escala do metal. "Nenhum país ou empresa aceita uma dependência exagerada em relação a um único fornecedor. Além disso, para cada aplicação de nióbio, há um sucedâneo, inclusive o próprio nióbio de outros países, que, embora proveniente de minérios mais recalcitrantes e portanto, de aproveitamento mais dispendioso, já são operacionais”, afirma.

"Cerqueira Leite" destaca ainda o restrito mercado do metal como entrave ao aumento de seu consumo. "O nióbio tem inúmeras aplicações, mas, infelizmente, para qualquer uma delas a demanda é muito limitada", diz o pesquisador, um dos autores do livro Nióbio, uma conquista nacional (Duas Cidades, 1988). "Em suma, não há riqueza se não há mercado. O nióbio talvez seja o exemplo clássico dessa contingência. O ouro tem o preço alto porque há demanda.".


Inovação Aberta

Outro fator que inibe a demanda internacional por nióbio é o desinteresse de outras nações em investir em pesquisas para descobrir novas aplicações para um ativo cuja exploração está concentrada praticamente em solo brasileiro. Procurando contornar essa situação, a CBMM estabeleceu uma política agressiva de pesquisa e desenvolvimento (P&D) baseada em inovação aberta. A empresa investe R$ 150 milhões por ano na atividade, o que equivale a 3% do faturamento, de R$ 4,8 bilhões em 2017.

Obs.: Esse desinteresse não passa de faxada, pois todo cidadão bem informado sabe que o minério e extraído e exportado clandestinamente ou melhor, as autoridades brasileiras fecham os olhos para o que acontece.

Nos laboratórios do "Centro de Tecnologia de Araxá", composto por 122 técnicos e pesquisadores, o foco do trabalho é a melhoria dos processos produtivos e o desenvolvimento dos produtos de nióbio. Com parceiros externos, as pesquisas são centradas em novas aplicações do metal. "A empresa investe na comunidade científica brasileira, com projetos em dezenas de universidades e centros de pesquisa. Ao mesmo tempo, apoia grupos no exterior com competência em temas de interesse relacionados ao nióbio", informa "Landgraf, da Poli-USP".

No câmbito internacional, são parceiros da mineradora as universidades de "Tóquio e Okayama, no Japão"; "Cambridge e Sheffield, na Inglaterra"; "Colorado School of Mines, nos Estados Unidos"; entre outros. No país, a CBMM financia estudos na USP, nas universidades federais de "Minas Gerais (UFMG)", "São Carlos (UFSCar)", "Viçosa (UFV)" e "Ouro Preto (Ufop)", no "Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)", em "São Paulo", e no "Centro de Inovação e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (CIT-Senai), de Belo Horizonte".

Há parcerias também com usuários finais dos produtos. Uma das mais recentes foi firmada com a japonesa "Toshiba" no ano passado. Seu objetivo é aumentar a demanda por óxidos de nióbio, usados na fabricação de baterias de carros elétricos. A CBMM vai investir US$ 7,2 milhões na construção de uma unidade-piloto de baterias em "Kashiwazaki, no Japão", junto a uma fábrica da "Toshiba". Nela será desenvolvida uma nova geração de baterias contendo anodos de óxidos mistos de nióbio e titânio. Segundo "Stuart", a incorporação de nióbio torna as baterias mais duráveis, seguras e com menor tempo de recarga.

No Brasil, entre os projetos já apoiados, destacam-se o desenvolvimento de aços para tubulações on shore (em terra), em conjunto com a "Petrobras" (aquela que despertou o Brasil para o campo da corrupção), e de aços para dutos de óleo e gás que trabalham em ambientes mais agressivos, quanto às condições de corrosão, com a USP. Um trabalho em andamento é de um caminhão basculante em operação em "Araxá". Sua caçamba foi redesenhada, em parceria com uma fabricante nacional, e incorporou aços micro-ligados de nióbio. O resultado foi uma redução de 1,5 tonelada em seu peso, o que elevou a capacidade de transporte de minério.

Outra colaboração, envolvendo o IPT e a "Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD)", de São Paulo, (outra que têm cheiro de pilantragem) tem como foco a criação de próteses ortopédicas feitas com ligas de nióbio-titânio e titânio-nióbio-zircônio por manufatura aditiva (impressão 3D). Biocompatíveis, essas ligas podem exibir elevada resistência mecânica e alta elasticidade. Implantes ortopédicos muito rígidos podem levar à perda do osso implantado. O uso de ligas de nióbio-titânio pode reduzir esse problema. Iniciado em 2016 e com duração prevista de 42 meses, o projeto conta com recursos de R$ 8,2 milhões, financiados pelo governo paulista, CBMM, "Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii)" e FAPESP, no âmbito do "Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite)".

Projeto Nióbio

Um parceiro de longa data da CBMM é a "Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP". A faculdade foi sede do "Projeto Nióbio", iniciativa multi-institucional criada em 1978 com a finalidade de desenvolver uma rota tecnológica para produzir nióbio metálico de alta pureza. O projeto envolvia também estudos voltados às diversas fases do processamento e das aplicações do metal e suas ligas, com especial atenção à supercondutividade metálica.

"Fomos o centro de pesquisa pioneiro na produção de nióbio de alta pureza em escala piloto no país", recorda-se o engenheiro químico "Hugo Ricardo Zschommler Sandim", professor da EEL-USP. "A CBMM fornecia o pentóxido de nióbio e recebia de volta lingotes de alta pureza. O Projeto Nióbio agregou valor ao metal e permitiu a verticalização de sua produção junto à parceira comercial do projeto.". Essa colaboração durou cerca de 10 anos até que a mineradora julgou que a tecnologia estava consolidada e decidiu implantar a produção de nióbio metálico em "Araxá".

Os pesquisadores de "Lorena" continuam fazendo pesquisa básica e aplicada voltada ao nióbio. "Nosso foco sempre esteve nos materiais com alto teor de nióbio, como superligas à base de níquel e ligas para aplicações em altas temperaturas. Já fornecemos amostras de nióbio metálico para mais de 200 instituições de pesquisa no Brasil e no exterior", conta o engenheiro metalurgista "Carlos Angelo Nunes", professor da EEL-USP. "O nióbio é um metal com propriedades excepcionais, mas não corresponde ao que é divulgado de forma equivocada em boa parte da mídia.".

Nota de Rodapé: Eis ai "UMA" das riquezas do nosso país, outra é o "Cacau", o Brasil é um dos maiores exportadores de "Cacau". Mas a especialidade do melhor chocolate são dos "Suíços"! Não adianta ter a matéria prima e não saber ou "não poder" utilizá-la 100%, eu me pergunto, por quê um país tão rico como o Brasil não evolui e "outros países usufruem das suas riquezas"?! Pesquise... Estude... Busque por essa resposta!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

CRISES DE PERSONALIDADE NOS JOVENS DE HOJE

A teoria do desenvolvimento psicossocial de "Erik Erikson" prediz que o crescimento psicológico ocorre através de estágios e fases, não ocorre ao acaso e depende da interação da pessoa com o meio que a rodeia. Cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma vertente negativa. As duas vertentes são necessárias, mas é essencial que se sobreponha a positiva. A forma como cada crise é ultrapassada ao longo de todos os estágios influenciará a capacidade para se resolverem conflitos inerentes à vida. Esta teoria concebe o desenvolvimento em 8 estágios, um dos quais se situa no período da adolescência:

O primeiro estágio – confiança/desconfiança

Obs.: Ocorre aproximadamente durante o primeiro ano de vida, 0 - 18 meses - (Oral-Sensorial)...

A criança adquire ou não uma segurança e confiança em relação a si próprio e em relação ao mundo que a rodeia, através da relação que tem com a mãe. Se a mãe não lhe der amor e não responde às suas necessidades, a criança pode desenvolver medos, receios, sentimentos de desconfiança que poderão vir a refletir-se nas relações futuras. Se a relação é de segurança, a criança recebe amor e as suas necessidades são satisfeitas, a criança vai ter melhor capacidade de adaptação às situações futuras, às pessoas e aos papéis socialmente requeridos, ganhando assim confiança.

Virtude social desenvolvida: Esperança.

O segundo estágio – autonomia/dúvida e vergonha

Obs.: Aproximadamente entre os 18 meses e os 3 anos - (Muscular-Anal)...

É caracterizado por uma contradição entre a vontade própria (os impulsos) e as normas e regras sociais que a criança tem que começar a integrar. É altura de explorar o mundo e o seu corpo e o meio deve estimular a criança a fazer as coisas de forma autônoma, não sendo alvo de extrema rigidez, que deixará a criança com sentimentos de vergonha. A atitude dos pais aqui é importante, eles devem dosear de forma equilibrada a assistência às crianças, o que vai contribuir para elas terem força de vontade de fazer melhor. De fato, afirmar uma vontade é um passo importante na construção de uma identidade. Manifesta-se nas "birras"; nos porquês; querer fazer as coisas sozinho.

Virtude social desenvolvida: Desejo.

O terceiro estágio – iniciativa/culpa

Obs.: Aproximadamente entre os 3 e 6 anos - (Locomotor-Fálico)...

É o prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida: A criança já deve ter capacidade de distinguir entre o que pode fazer e o que não pode fazer. Este estágio marca a possibilidade de tomar iniciativas sem que se adquire o sentimento de culpa: A criança experimenta diferentes papéis nas brincadeiras em grupo, imita os adultos, têm consciência de ser “outro” que não “os outros”, de individualidade. Deve-se estimular a criança no sentido de que pode ser aquilo que imagina ser, sem sentir culpa. Neste estágio a criança tem uma preocupação com a aceitabilidade dos seus comportamentos, desenvolve capacidades motoras, de linguagem, pensamento, imaginação e curiosidade.

Questão chave: Serei bom ou mau?

Virtude social desenvolvida: Propósito.

O quarto estágio – indústria (produtividade)/inferioridade

Obs.: Decorre na idade escolar antes da adolescência, 6 - 12 anos - (Latência)...

A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir, sente-se competente. Neste estágio, a resolução positiva dos anteriores tem especial relevância: Sem confiança, autonomia e iniciativa, a criança não poderá afirmar-se nem sentir-se capaz. O sentimento de inferioridade pode levar a bloqueios cognitivos, descrença quanto às suas capacidades e a atitudes regressivas: A criança deverá conseguir sentir-se integrada na escola, uma vez que este é um momento de novos relacionamentos interpessoais importantes.

Questão chave: Serei competente ou incompetente?

Virtude social desenvolvida: Competência.

Nota: Vertente negativa nesse desenvolvimento: formalismo, a repetição obsessiva de formalidades sem sentido algum em determinadas ocasiões.

O quinto estágio – identidade/confusão de identidade

Obs.: Marca o período da Puberdade e adolescência...

É neste estágio que se adquire uma identidade psicossocial: O adolescente precisa de entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade. Há uma recapitulação e redefinição dos elementos de identidade já adquiridos, esta é a chamada crise da adolescência. Fatores que contribuem para a confusão da identidade são: Perda de laços familiares e falta de apoio no crescimento; expectativas parentais e sociais divergentes do grupo de pares; dificuldades em lidar com a mudança; falta de laços sociais exteriores à família (que permitem o reconhecimento de outras perspectivas) e o insucesso no processo de separação emocional entre a criança e as figuras de ligação.

Neste estágio a questão chave é: Quem sou eu?

Virtude social desenvolvida: fidelidade/Lealdade.

Vertente Positiva: Socialização.

Vertente negativa: O fanatismo.

O sexto estágio – intimidade/isolamento

Obs.: Ocorre entre os 21 e os 40 anos, aproximadamente - (Adulto Jovem)...

Nota: A tarefa essencial deste estágio é o estabelecimento de relações íntimas (amorosas e de amizade) duráveis com outras pessoas.

Questão chave deste estágio: Deverei partilhar a minha vida ou viverei sozinho?

Virtude social desenvolvida: Amor.

A vertente negativa é o isolamento, pela parte dos que não conseguem estabelecer compromissos nem troca de afectos com intimidade.

O sétimo estágio – generatividade/estagnação

Obs.: 35 - 60 anos - (Adulto)...

É caracterizado pela necessidade em orientar a geração seguinte, em investir na sociedade em que se está inserido. É uma fase de afirmação pessoal no mundo do trabalho e da família. Há a possibilidade do sujeito ser criativo e produtivo em várias áreas. Existe a preocupação com as gerações vindouras; produção de ideais; obras de arte; participação política e cultural; educação e criação dos filhos.

Virtude social desenvolvida: Cuidado do outro.

A vertente negativa leva o indivíduo à estagnação nos compromissos sociais, à falta de relações exteriores, à preocupação exclusiva com o seu bem estar, posse de bens materiais e egoísmo.

O oitavo estágio – integridade/desespero

Obs.: Ocorre a partir dos 60 anos - (Maturidade)...

É favorável uma integração e compreensão do passado vivido. É a hora do balanço, da avaliação do que se fez na vida e sobretudo do que se fez da vida. Quando se renega a vida, se sente fracassado pela falta de poderes físicos, sociais e cognitivos, este estágio é mal ultrapassado. Integridade... Balanço positivo do seu percurso vital, mesmo que nem todos os sonhos e desejos se tenham realizado e esta satisfação prepara para aceitar a idade e as suas consequências. Desespero - Sentimento nutrido por aqueles que considerem a sua vida mal sucedida, pouco produtiva e realizadora, que lamentem as oportunidades perdidas e sentem ser já demasiado tarde para se reconciliarem consigo mesmo e corrigir os erros anteriores.

Neste estágio a questão chave é: Valeu a pena ter vivido?

Virtude social desenvolvida: Sabedoria.

Nota: "Erik Erikson" considera as 4 (quatro) primeiras fases freudianas psicossexuais (Oral, Anal, Fálica e Latência) e acrescenta mais 4 (quatro), completando o ciclo do desenvolvimento humano.

Crise Da Adolescência...

Momento de reflexão, "pensa no significado das suas realizações", pode acontecer de forma diferente para as pessoas; ou ficar em desespero porque a morte estar próxima, ou o sentimento de dever cumprido. Para que ocorra, são necessárias as seguintes condições: Um certo nível de desenvolvimento intelectual, a ocorrência da puberdade, um certo crescimento físico e pressões culturais que levem o adolescente à efetiva ressíntese da sua identidade. Para além das mudanças físicas já referidas acima, o adolescente adquire também a capacidade de operações formais e raciocínio abstrato. O pensamento formal constitui a capacidade de refletir acerca do seu próprio pensamento e do pensamento dos outros. O raciocínio abstrato permite colocar hipóteses, conceber teorias e opera com proposições. Muitas vezes um adolescente que precisa ter mais afetividade e não a encontra em casa, pensa que achará, ou a procura na escola através dos grupos de amigos, que "nem sempre o aceitam sem que haja uma certa condição", que na maioria das vezes é de mau-caráter e mancha a personalidade da pessoa, ou até mesmo traz desinteligência com os pais, gerando uma falta de diálogo, que por sua vez, é essencial no entendimento sobre a vida, um vez que os pais já vivenciaram mais experiências passadas que os filhos podem estar vivenciando no futuro a qualquer momento.


É fundamental que ocorra o chamado período de moratória, em que o jovem tem possibilidades de explorar hipóteses e escolher caminhos. De fato, é nesta altura que vários agentes de socialização exercem pressão para o assumir responsabilidades e para a tomada de decisões, principalmente do foro escolar e profissional. "Erikson" considera que a moratória institucionalizada, rituais sociais para a entrada na idade adulta, como a escola da área profissional no ensino escolar, facilitam a preparação para a aquisição de papéis na sociedade. Por outro lado, um contexto social não estruturado pode levar a uma crise de identidade. Como não é possível separar a crise de identidade individual com o contexto histórico da sociedade em que se insere o indivíduo, momentos de crise como guerras, epidemias e revoluções influenciam o adolescente em larga escala, quanto aos seus valores morais, por exemplo.

Os outros têm um importante papel na definição da identidade: O jovem vê refletido em seu grupo de amigos parte da sua identidade e preocupa-se muito com a opinião dos mesmos. Por vezes, procura amigos com "maneiras de estar" divergentes daquela em que cresceu, de forma a poder pôr em causa os valores dos pais, testando possibilidades para construir a sua própria "maneira". O grupo permite um jogo de identificações e a partilha de segredos e experiências essenciais para o desenvolvimento da personalidade.

Segundo "Erikson", o adolescente que adquire a sua identidade é aquele que se torna fiel a uma coerente interação com a sociedade, a uma ideologia ou profissão, que é também uma tarefa deste estágio. A fidelidade permite ao indivíduo a devoção a uma causa, compromisso com certos valores. Também permite confiar em si próprio e nas outras pessoas, como tal, a interação social é fundamental. A formação de identidade envolve a criação de um sentido de unicidade: A unidade da personalidade é sentida por si e reconhecida pelos outros, como tendo uma certa consistência ao longo do tempo.

Fonte: Wikipédia

Página de: Luiz Felipe Pondé